Força pode ser último instrumento dos EUA na questão do Irã, diz analista

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Os EUA enviaram um grupo de navios liderado por um porta-aviões para a costa do Irã como "sinal" para Teerã. Até que ponto isso pode mudar a política do Irã é a questão analisada por Andrei Koshkin, especialista militar, em entrevista ao serviço russo da Rádio Sputnik.

Um porta-aviões e diversos bombardeiros estão a caminho da costa do Irã. Segundo o conselheiro de Segurança Nacional do presidente estadunidense, John Bolton, Washington está pronto para recorrer à força caso o Irã atente contra os interesses norte-americanos ou de seus aliados. 

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É pouco provável que a pressão dos EUA sobre o Irã atinja o objetivo pretendido, opina, em entrevista ao serviço russo da Rádio Sputnik, o especialista militar russo Andrei Koshkin, chefe da Cátedra de Estudos Políticos e Sociais da Universidade Russa de Economia. 

Ultimamente, a pressão dos EUA nas relações com o Irã aumentou significativamente. Os EUA deram diversos passos hostis, tal como a classificação do Corpo de Guardiões da Revolução Islâmica (IRGC, na sigla em inglês) como organização terrorista, considera Andrei Koshkin.

"Os EUA estão sufocando o Irã economicamente, privando o país de exportar o seu petróleo. A pressão é efetuada por todos os meios possíveis. Agora, resta utilizar a força […] para obrigar o Irã a não fazer aquilo que desagrada aos EUA", afirmou o analista.

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Há pouco tempo, Bolton disse que o grupo naval liderado pelo porta-aviões deveria ser um "sinal" para o Irã, recordou Andrei Koshkin. 

Isso pode levar ao aumento da tensão nas relações entre os dois países e até mesmo a ações militares demonstrativas por parte dos EUA, acha o analista militar. 

"Entretanto o Irã já se acostumou há décadas a viver sob as sanções estadunidenses e não tenciona fazer qualquer concessão em sua política externa, principalmente aos EUA", concluiu o especialista militar russo Andrei Koshkin.

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