Análise: no mundo há várias 'linhas de frente' onde se sente o 'bafo' de Washington

© AFP 2022 / Nikolay DoychinovMilitares norte-americanos
Militares norte-americanos - Sputnik Brasil
Nos siga noTelegram
O analista Andrei Suzdaltsev revelou, em entrevista ao serviço russo da Rádio Sputnik, sua opinião que a visita do chanceler da Venezuela a Moscou foi muito oportuna.

Caracas apela a Washington que dialogue e respeite o direito internacional, informou a chancelaria da Venezuela no final do encontro entre os chanceleres russo e venezuelano.

Líder da oposição venezuelana e presidente autoproclamado, Juan Guaidó, discursa em frente à base aérea La Carlota, em Caracas - Sputnik Brasil
Guaidó considera pedir aos EUA para intervirem na Venezuela
O analista e professor da Escola Superior da Economia russa Andrei Suzdaltsev partilha o mesmo ponto de vista em relação à situação, em entrevista ao serviço russo da Rádio Sputnik

Podemos ver que uma abordagem por parte dos EUA direcionada ao diálogo para resolver a crise na Venezuela não tem a ver com esta administração estadunidense, opina o analista.

"No mundo há várias 'linhas de frente' quentes onde se sente o 'bafo' de Washington. Além da Venezuela, elas são a Síria, Ucrânia, etc. Em todas essas direções os EUA não mostram vontade de se sentarem à mesa das negociações e buscarem algum tipo de compromisso", disse Andrei Suzdaltsev.

A administração do presidente norte-americano se verificou ser incapaz de atuar no palco internacional, afirmou o analista.

"Há muitas campanhas de propaganda, 'demonstrações da força', [os EUA] enviam constantemente forças de porta-aviões para todo o mundo, mas ainda nenhum problema foi resolvido", declarou ele.

Nicolás Maduro, presidente da Venezuela - Sputnik Brasil
Maduro: caso EUA ataquem Venezuela, militares devem estar prontos para defendê-la
A administração dos EUA conta abertamente com que o líder da oposição venezuelana Juan Guaidó encabece o país, afastando o presidente legitimo Nicolás Maduro, considera Andrei Suzdaltsev.

Ele revela sua opinião que a visita a Moscou do chefe da chancelaria da Venezuela foi muito oportuna, porque ela recordou a Washington que sua política é contraproducente.

"Esse encontro em Moscou com o ministro das Relações Exteriores da Venezuela, que teve lugar um dia antes do encontro do chanceler russo, Sergei Lavrov, com o secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo, foi muito oportuno, especialmente depois das tentativas de realizar um golpe de Estado na Venezuela", concluiu o analista Andrei Suzdaltsev.

O encontro entre Lavrov e Pompeo tem lugar em 6 de maio, na Finlândia.

Feed de notícias
0
Para participar da discussão
inicie sessão ou cadastre-se
loader
Bate-papos
Заголовок открываемого материала