Avião espião dos EUA teria evitado conflito com Coreia do Norte, diz mídia

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Em 1967, um avião espião da CIA sobrevoou Hanói, ao norte do Vietnã, voando a uma velocidade três vezes maior que a do som.

A aeronave super secreta era um A-12 Oxcart, uma versão do lendário avião espião SR-71 Blackbird, mas menor, mais rápida e de um único assento.

Boeing RC-135V norte-americano - Sputnik Brasil
Avião espião dos EUA realiza vigilância perto da fronteira ocidental russa (FOTO)
O A-12 era uma aeronave de reconhecimento desenvolvida pela Lockheed, tendo sido produzida de 1962 a 1964 e operado de 1963 até 1968. Após cogitar o abandono do projeto, a aeronave foi enviada para uma missão na Ásia, onde foi de vital importância.

Isso porque a aeronave forneceu imagens muito valiosas sobre a Ásia, onde os riscos políticos e militares foram considerados como aceitáveis.

Entre 1967 e 1968, o A-12 esteve envolvido em 29 missões de espionagem no Camboja, na Coreia do Norte e no Vietnã, em uma operação conhecida como Black Shield, segunda a revista The National Interest

Na ocasião, o presidente norte-americano estava preocupado com os relatos de que o Vietnã do Norte havia obtido mísseis terra-terra para atacar o Vietnã do Sul. Com base nos relatos, em 31 de maio de 1967, o avião espião da CIA sobrevoou a região, fotografando a maior parte do norte do Vietnã e indicando posteriormente que Hanói não possuía tais mísseis.

Em outubro de 1967, um míssil de fabrico soviético S-75 foi disparado contra o A-12, o que causou a suspensão temporária da operação Block Shield. A missão foi retomada em janeiro, o que resultou em outra série de lançamentos de mísseis contra o avião da CIA, mas sem causar danos.

Avião de reconhecimento norte-americano RC-135 - Sputnik Brasil
Avião espião dos EUA teria passado horas sobrevoando perto da Venezuela
Também em janeiro, navios de patrulha norte-coreanos tomaram o USS Pueblo, navio espião americano que operava em águas internacionais, ocasionando a prisão de sua tripulação, o que gerou boatos de que os norte-coreanos estariam se preparando para a guerra.

Então, o presidente norte-americano enviou outro A-12 para a Coreia do Norte, com o objetivo de comprovar os fatos. A análise das fotos captadas pelo avião localizou o USS Pueblo perto de Wonsan ancorado ao lado de dois barcos-patrulha — e também revelou que Pyongyang não tinha mobilizado suas tropas para a guerra. Isso levou Johnson a descartar planos para um ataque preventivo ou punitivo em favor de medidas diplomáticas para libertar a tripulação do navio.

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