Avanço da China na Ásia Central pode causar atrito com a Rússia, diz Pentágono

© AP Photo / Bullit MarquezPorta-aviões norte-americano Theodore Roosevelt no mar do Sul da China
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Os planos da China de expandir sua influência na Ásia Central podem criar atrito com a Rússia, avaliou o secretário assistente de Defesa dos EUA para Assuntos de Segurança do Indo-Pacífico, Randall Schriver, durante uma coletiva de imprensa nesta sexta-feira.

"Os chineses têm um interesse crescente na Ásia Central e estão procurando parceiros para treinar com eles e dar-lhes acesso", disse Schriver. "Eu sei que os russos também estão prestando atenção nisso e isso pode ser uma fonte de algum atrito por lá".

Na quinta-feira, o Departamento de Defesa dos EUA divulgou seu Relatório de Energia Militar da China de 2019. O relatório disse que a China procura aumentar sua pegada militar no exterior e estabelecer bases militares adicionais em várias partes do mundo.

"Acreditamos que a China buscará estabelecer bases militares adicionais no exterior, bem como pontos de acesso", ponderou Schriver, acrescentando que, ao mesmo tempo em que se envolve na modernização militar, a China busca ter a capacidade de afetar a segurança ao longo de sua periferia e além.

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"É importante notar que todos esses desenvolvimentos ocorrem em um contexto maior", afirmou Schriver. "Os líderes chineses estão alavancando seu crescente poder diplomático, econômico e militar para garantir o status da China como uma grande potência, com o objetivo de se tornar uma potência preeminente no Indo-Pacífico".

A China, acrescentou o funcionário do Pentágono, também continua a militarizar o mar do Sul da China, inclusive colocando mísseis e sistemas de interferência nas Ilhas Spratly.

Pequim tem reivindicações na região que considera território soberano e construiu bases militares em ilhas artificiais.

Os Estados Unidos ameaçam rotineiramente a China com patrulhas de navios de guerra nos chamados exercícios de liberdade de navegação que ultimamente foram aumentados com voos de bombardeiros.

"A estratégia da China é suplantar os Estados Unidos e se tornar o poder preeminente no Indo-Pacífico", complementou.

Além disso, o relatório estadunidense destacou que o objetivo declarado da China é tornar-se um Exército de classe mundial até 2049.

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