Assessor de Trump persuade presidente a enviar tropas para Venezuela, diz mídia

© AP Photo / Cliff OwenAssessor de Segurança Nacional dos EUA, John Bolton (foto de arquivo)
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Donald Trump não mostra grande vontade de realizar uma operação militar na Venezuela, enquanto o assessor de Segurança Nacional dos EUA, John Bolton, insiste em uma política agressiva em relação ao país sul-americano, escreve o Washington Post.

Segundo comunicaram à edição vários antigos e atuais assessores do líder norte-americano, Trump "não demonstra muita vontade de invadir a Venezuela". De acordo com as fontes do jornal, de vez em quando o presidente dos EUA diz que "Bolton quer arrastá-lo para guerras".

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Dois outros assessores comunicaram também que, quando se aborda o tema da Venezuela, Trump começa a falar de assuntos aleatórios, como eventos políticos na Flórida, ou de seu clube de golfe. Enquanto isso, os dois indicaram que o presidente dificilmente permitirá a realização na Venezuela de "ações militares a longo prazo".

Porém, segundo as fontes do Washington Post, Trump concedeu a Bolton "competências alargadas" quanto à crise venezuelana. Entretanto, Bolton, que apela para a realização de uma "política mais agressiva" em relação a Caracas, tem suscitado indignação "tanto na Casa Branca, como fora dela", escreve a edição.

Em particular, os assessores de Bolton "interromperam diversas vezes e pediram opções militares" durante o briefing dedicado à Venezuela na semana passada, o que irritou Paul Selva, general da Força Aérea dos EUA.

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Na terça-feira (30), o líder da oposição venezuelana, Juan Guaidó e seus apoiadores, se concentraram ao lado da base militar La Carlota, em Caracas. No mesmo dia de manhã, Guaidó havia apelado ao povo venezuelano e ao exército a saírem às ruas para derrubar o presidente do país, Nicolás Maduro.

Segundo o ministro venezuelano da Defesa, Vladimir Padrino López, as Forças Armadas da Venezuela continuam sendo completamente fiéis às autoridades legítimas.

A Venezuela tem lidado com uma grave crise política, com o líder da oposição, Juan Guaidó, proclamando-se presidente interino do país em 23 de janeiro.

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