Chancelaria: 'Irã não deixará outras nações ocuparem seu lugar no mercado de petróleo'

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Um porta-voz do Ministério das Relações Exteriores iraniano criticou os Estados Unidos por não estenderem as renúncias que deu a alguns países para contornar o regime de sanções contra o Irã. A Pasta disse que os EUA e esses países serão “responsabilizados por quaisquer consequências”.

O Ministério das Relações Exteriores do Irã disse nesta quinta-feira que Teerã não permitirá que nenhum outro Estado assuma seu lugar no mercado internacional de petróleo, segundo a agência de notícias Fars.

Na segunda-feira, Donald Trump declarou estar confiante de que a Arábia Saudita e os Emirados Árabes Unidos poderão compensar a perda de petróleo iraniano, já que Washington decidiu não estender isenções de suas sanções a países que compram o produto de Teerã.

"A República Islâmica do Irã não permitirá que nenhum país substitua o Irã no mercado de petróleo", disse o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Abbas Mousavi. "Os Estados Unidos e esses países serão responsáveis ​​por quaisquer consequências".

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O porta-voz criticou Riade e Abu Dhabi por apoiar as sanções dos EUA contra o Irã.

Mousavi classificou as sanções norte-americanas como "ilegais, cruéis e violentas" e disse que Teerã está "esperançosa de que os compradores de petróleo iraniano que se posicionaram contra esse movimento unilateral também tomem providências", informou a Reuters.

A China, maior compradora de petróleo do Irã, emitiu uma queixa formal aos EUA por não ter estendido as isenções. No entanto, Pequim ainda não encomendou mais petróleo, segundo o ministro da Energia da Arábia Saudita, Khalid al-Falih.

Depois que os EUA voltaram a impor sanções contra o Irã em novembro passado, autoridades americanas inicialmente permitiram que os oito maiores compradores do produto iraniano continuassem adquirindo quantidades limitadas de Teerã. Essas renúncias deverão expirar em 2 de maio e Washington tomou a decisão de não prorrogá-las.

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