Relatos: coalizão liderada pelos EUA matou mais de 1.600 civis na cidade síria de Raqqa

© AP Photo / Bram JanssenAtaque aéreo da coalizão internacional na Síria (foto de arquivo)
Ataque aéreo da coalizão internacional na Síria (foto de arquivo) - Sputnik Brasil
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Uma investigação, que durou 18 meses, revelou que a coalizão internacional, liderada pelos EUA, matou mais de 1.600 civis durante operação para capturar a cidade síria de Raqqa, afirmou a organização não governamental Anistia Internacional que defende os direitos humanos.

Segundo um comunicado, publicado na quinta-feira (25), a investigação revela mais de 1.600 vidas dos civis perdidas "como resultado de milhares de ataques aéreos americanos, britânicos e franceses e dezenas de milhares de ataques de artilharia dos EUA na operação militar da coalizão em Raqqa de junho a outubro de 2017".

Ataque aéreo da coalizão internacional na Síria (foto de arquivo) - Sputnik Brasil
TV estatal da Síria relata morte de 10 civis após ataque aéreo da coalizão dos EUA
A coalizão, por sua vez, confirmou a morte de 1.291 civis durante a operação militar contra o Daesh (grupo terrorista, proibido na Rússia) na Síria e no Iraque desde agosto de 2014.

"A coalizão realizou 34.464 ataques desde agosto de 2014 ate o fim de março de 2019. Durante esse período […] pelo menos 1.291 civis foram mortos acidentalmente em ataques da coalização", lê-se em um comunicado da coalizão.

A coalizão de mais de 70 países liderada pelos EUA está conduzindo operações militares contra o Daesh na Síria e no Iraque. As operações no Iraque são conduzidas em cooperação com o governo iraquiano, mas as da Síria não são autorizadas pelo governo do presidente Bashar Assad ou do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU).

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