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Que futuro espera armas nucleares nos EUA? Cientista político revela 2 possíveis cenários

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Explosão nuclear - Sputnik Brasil
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A Rússia propôs aos Estados Unidos firmar um acordo que poderia prevenir uma guerra nuclear, proposta que foi deixada sem resposta por Washington. Cientista político russo indica sob que condições seria possível alcançar esse acordo.

Recentemente, o jornal Kommersant relatou que, em outubro de 2018, Moscou entregou a Washington um documento preliminar em que propunha especificar todas as medidas necessárias para evitar o uso intencional ou acidental de armas nucleares. Segundo indica o jornal, a Rússia estava esperando a resposta da parte americana durante seis meses, mas não teve sucesso nesse campo.

Em entrevista ao serviço russo da Rádio Sputnik o cientista político russo Vladimir Kireev comentou a situação.

Uma explosão nuclear (imagem ilustrativa) - Sputnik Brasil
EUA param de divulgar dados sobre seu arsenal nuclear
"Se a Rússia mostra realismo e capacidade de previsão em suas decisões, os EUA se encontram em estado de transformação do sistema político, e agora a responsabilidade pela proteção de seus interesses sofreu significativamente. A qualidade das elites políticas diminuiu, há falta de visão estratégica. De fato, o único político previdente na América atual é Donald Trump [presidente estadunidense], que está isolado", opina o especialista.

Quanto ao resto dos políticos e autoridades americanos, Kireev acredita que não são capazes de "avaliar a situação no mundo, ver o futuro do próprio país".

Na opinião dele, tudo isso pode levar a consequências catastróficas.

"Os políticos americanos não são capazes de assumir a responsabilidade pela avaliação das ameaças provenientes do armamento nuclear, não são capazes de fazer declarações impopulares sobre a necessidade de restringir o uso das armas nucleares, chegar a um acordo com a Rússia ou a China para interditar a utilização destas armas", destacou.

Nessa conexão, o especialista supõe que a situação pode se desenvolver segundo dois cenários: "Ou acontecerá o irremediável e os EUA recorrerão ao uso de armas nucleares, ou lá [nos EUA] ocorrerá uma transformação política, uma nova elite chegará ao poder e os EUA tomarão, de novo, o controle sobre a situação [no país], assumirão a responsabilidade por sua política", concluiu.

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