Cientistas da NASA descobrem que Lua perde água durante chuvas de meteoros

© Sputnik / Vladimir Astapkovich / Abrir o banco de imagensDisco de Lua no céu de Moscou, 10 de agosto de 2015 (imagem de arquivo)
Disco de Lua no céu de Moscou, 10 de agosto de 2015 (imagem de arquivo) - Sputnik Brasil
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As chuvas de meteoros que atingem a Lua geram uma fina e momentânea atmosfera de vapor de água em nosso satélite, explica a agência espacial americana.

A água provém de uma fina camada da superfície lunar onde as moléculas de H2O se ligaram a pedaços de solo e rocha, relataram os cientistas da NASA e do Laboratório de Física Aplicada (APL) da Universidade Johns Hopkins, com sede em Laurel, nos EUA.

Esta é a primeira vez que o fenômeno é relatado e servirá para compreender mais a fundo a história da água lunar — um recurso essencial para realizar operações longas em nosso satélite natural, bem como para explorar o espaço sideral.

As informações foram coletadas pela missão robótica Explorador Ambiental de Poeira e Atmosfera Lunar (LADEE), que entre 2013 e 2014 coletou dados sobre a estrutura e composição da atmosfera lunar.

Um estudo revelou que a sonda LADEE registrou recentemente quatro chuvas de meteoritos contra a Lua, ocorridas entre janeiro e abril de 2014, disse Mehdi Benna, do laboratório Centro de Voos Espaciais Goddard (GSFC) da NASA.

© NASA . Screenshot/ NASA/Goddard/Dan GallagherImagem da NASA mostra momento em que água é liberada da superfície da Lua durante chuvas de meteoros
Imagem da NASA mostra momento em que água é liberada da superfície da Lua durante chuvas de meteoros - Sputnik Brasil
Imagem da NASA mostra momento em que água é liberada da superfície da Lua durante chuvas de meteoros
Para que ocorra a liberação da água lunar, é preciso que os meteoritos penetrem na superfície do satélite em pelo menos 8 centímetros, pois é nessa faixa de solo que está localizada uma fina camada hidratada onde as moléculas de água provavelmente aderem a pedaços de solo e rocha.Assim que ocorre a colisão do meteorito, dois terços do vapor gerado acabam no espaço, enquanto a parcela restante assenta na superfície da Lua.

"Sabemos que parte da água provém da Lua porque a massa de água que é liberada é maior que a que há nos meteoritos em questão", disse Dana Hurley, membro do APL e participante da pesquisa, adicionando que essa água solta provavelmente remonta ao tempo em que nosso satélite natural se formou.

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