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Especialistas tentam desvendar sinal espacial de estrelas de nêutrons

© AFP 2021 / ESO L. CalcadaMagnetar (imagem ilustrativa)
Magnetar (imagem ilustrativa) - Sputnik Brasil
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O nascimento das estrelas de nêutrons e suas fusões e colisões estão sempre cercados de mistérios. Na maioria das vezes isso ocorre devido às suas densidades extremas, que dificilmente podem ser reproduzidas em laboratórios.

Recentemente, uma equipe de pesquisadores identificou uma explosão de emissões de raios X, a partir de uma galáxia a aproximadamente 6,5 bilhões de anos-luz, que está em linha com a fusão de duas estrelas de nêutrons para formar um magnetar, que é uma grande estrela de nêutrons com um campo magnético surpreendentemente potente, publicou o portal phys.org.

Com base na observação, os cientistas calcularam a frequência destas fusões, chegando à conclusão de que elas ocorrem aproximadamente 20 vezes por ano em cada área com volume de um bilhão de anos-luz.

Um raio atravessando espaço - Sputnik Brasil
Colisão de estrelas produz raio que atravessa o espaço a velocidade enorme
Os pesquisadores também analisaram informações do Observatório de Raios X Chandra e do telescópio de raios X da NASA, o que ajuda a conduzir mais de 100 observações de raios X em uma única área do céu por mais de 16 anos, coletando informações sobre as galáxias através do Universo.

"As estrelas de nêutrons são misteriosas porque sua matéria é extremamente densa e completamente diferente de qualquer outra reproduzível em laboratório", afirma o professor-assistente da Universidade de Arkansas, Bret Lehmer, ressaltando que "as fusões que envolvem estrelas de nêutrons produzem muitas informações únicas […]" que ajudam no esclarecimento sobre a natureza das estrelas de nêutrons e o que acontece quando elas colidem.

"Isso teve uma fase brilhante que se estabilizou e então se apagou de uma maneira muito específica. Isso é exatamente o que se pode esperar de um magnetar, que rapidamente perde seu campo magnético através da radiação", enfatiza Lehmer, observando que a peça crítica da evidência é como o sinal muda ao longo do tempo.

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