Pompeo confirma intervenção militar na Venezuela como opção possível

© AP Photo / Sait Serkan GurbuzSecretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo
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O secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo, disse à emissora chilena Mega TV que todas as opções para o que ele descreveu como "restauração da democracia" na Venezuela continuam na mesa, incluindo a intervenção militar.

De acordo com Pompeo, "qualquer ferramenta, qualquer opção continuam em cima da mesa", embora o Grupo de Lima de países latino-americanos tenha rejeitado tal cenário e os EUA não tenham apoio do Conselho de Segurança da ONU para tal medida.

"Deixamos claro que nosso objetivo é convencer Maduro de que é hora de partir. Vamos deixar todas as opções sobre a mesa para alcançar esse objetivo", disse ele, observando, no entanto, que "o trabalho é diligente para encontrar uma resolução diplomática e política para salvar o povo da Venezuela dos cubanos, dos russos e deste tirano Nicolás Maduro".

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Quando lhe perguntaram se o final deste ano é o prazo de Washington para que Maduro se demita, ele expressou a esperança de que o legítimo presidente venezuelano saia "muito mais cedo do que isso". Ao mesmo tempo, ele admitiu que o apoio da China e da Rússia à Venezuela dificulta a saída de Maduro.

Ele insistiu que a Rússia "interveio sem autoridade" e sem o "consentimento do povo venezuelano" para apoiar Maduro, a quem ele chamou de "o ex-líder da Venezuela".

"Portanto, é uma hipocrisia quando nações como as da OEA e do Grupo de Lima são acusadas de intervir na Venezuela quando os russos têm tropas no terreno e, mais importante, quando você realmente tem um Estado que foi entregue como uma questão de segurança aos cubanos há muito tempo", afirmou Pompeo, criticando Moscou como "uma potência hostil".

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Moscou anteriormente rejeitou as críticas, expressas pelos EUA e por vários outros países, à chegada de militares russos à Venezuela, argumentando que tinha agido "com uma base absolutamente legítima e legal".

A Venezuela está envolvida em uma grave crise política desde janeiro. Junto com outros países ocidentais, os EUA apoiam Juan Guaidó, que se autoproclamou presidente interino da Venezuela. Ao mesmo tempo, numerosos países, incluindo a Rússia, China e Turquia, apoiaram o presidente constitucionalmente eleito, Nicolás Maduro, criticando o amplo apoio ocidental a Guaidó.

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