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Cientistas comprovam que vida pode existir nos exoplanetas mais perto de nós

© NASAVisão artística dum planeta do sistema TRAPPIST-1
Visão artística dum planeta do sistema TRAPPIST-1 - Sputnik Brasil
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Exoplanetas que não estão tão longe de nós podem ser habitáveis, apesar do alto nível de radiação ultravioleta recebido, visto que a Terra ainda jovem era dominada por condições ainda mais severas que não impediram o surgimento de vida, informa a revista MNRAS.

Nos últimos três anos, pesquisadores encontraram exoplanetas que podem ser caracterizados como "irmãos" ou "primos" da Terra. O primeiro planeta foi encontrado perto da estrela mais próxima, Proxima Centauri, outros três no sistema estelar TRAPPIST-1 na constelação de Aquário, que sedia sete planetas semelhantes ao nosso planeta.

"Dado que a Terra desde jovem é habitada", escreveram pesquisadores, "nós mostramos que radiação ultravioleta não deve ser uma limitação para habitabilidade de planetas que orbitam estrelas anãs vermelhas. Nossos vizinhos mais próximos continuam sendo os alvos mais intrigantes pela busca de vida além do nosso Sistema Solar".

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Esses exoplanetas são pequenos e estão em "zona de vida", onde água pode existir em forma líquida e onde orbitam estrelas anãs vermelhas, sendo o último quesito vantagem e desvantagem ao mesmo tempo, visto que anãs vermelhas vivem muito, o que daria chance de surgir vida, mas algumas delas são extremamente instáveis quando jovens.

Ambas as características de anãs vermelhas, como muitos pesquisadores acreditam, deveriam ter tornado tanto o exoplaneta da Proxima Centauri como os mundos do sistema TRAPPIST-1 completamente sem vida, pois podem ter recebido dezenas ou mesmo centenas de vezes mais radiação ultravioleta do que a Terra de hoje. Lisa Kaltenegger e Jack O'Malley-James decidiram verificar a hipótese.

Para isso, criaram modelos computacionais precisos desses mundos, levando em consideração a interação da atmosfera com radiação ultravioleta e comparando com o que aconteceu na Terra há cerca de quatro bilhões de anos. Os pesquisadores modelaram várias composições atmosféricas, desde composições parecidas com as da Terra atuais a atmosferas "erodidas" (que são mais finas e não bloqueiam bem radiação ultravioleta) e "anóxicas" (e que não são protegidas por ozônio).

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De acordo com os modelos, à medida que as atmosferas são mais finas e que diminuem os níveis de ozônio, mais radiação ultravioleta potente atinge o solo. Há uns quatro bilhões de anos, nosso planeta não possuía uma camada de ozônio protetora contra a radiação ultravioleta nem um forte campo magnético.

Quando as composições atmosféricas foram comparadas, o planeta com menos chances de vida correspondeu à Terra ainda jovem, pois uma quantidade maior de radiação ultravioleta entrava e ela era dona de uma atmosfera muito mais agressiva para a vida do que todos os exoplanetas que orbitam anãs vermelhas.

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Isso, entretanto, não impediu que existissem micróbios primitivos na superfície terrestre, cujos vestígios de existência foram encontrados recentemente na Austrália. Como pesquisadores sugerem, criaturas primitivas poderiam ter escapado da radiação, vivendo nas profundezas da Terra ou se protegendo com ajuda de pigmentos e proteínas fluorescentes que absorvem radiação.

Assim, nada deve impedir o aparecimento de sistemas de proteção semelhantes na vida alienígena em Proxima Centauri ou em outros exoplanetas mais prósperos que orbitam anãs vermelhas.

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