Analista: tropas dos EUA podem ser tratadas como terroristas devido à política de Trump

© AFP 2022 / Johannes EiseleSoldados norte-americanos no Afeganistão (foto de arquivo)
Soldados norte-americanos no Afeganistão (foto de arquivo) - Sputnik Brasil
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Designar a Guarda Revolucionária Iraniana de terrorista pode colocar as tropas americanas em risco, já que agora os iranianos podem também tratá-las como terroristas e não como militares, caso estes sejam capturados, explica analista.

"A abordagem será muito diferente […] os soldados americanos podem vir a ser tratados como terroristas e não como soldados de um exército [estatal]", afirma o jornalista e escritor do Oriente Médio Ali Rizk.

Para Vladimir Sazhin, pesquisador do Instituto de Estudos Orientais da Rússia, o terrorismo é considerado crime na lei iraniana e, como tal, "o Irã poderia tomar medidas mais duras, incluindo prisão e subsequente julgamento".

Corpo dos Guardiões da Revolução Islâmica (CGRI) - Sputnik Brasil
Guarda Revolucionária do Irã aumentará capacidade ofensiva após 'passo ridículo' dos EUA
De acordo com o jornal New York Times, alguns líderes militares e da inteligência dos EUA se opuseram à decisão da Casa Branca de acrescentar o Corpo dos Guardiões da Revolução Islâmica (IRGC) à lista de organizações terroristas estrangeiras, pois acreditam que isso pode afetar a segurança das tropas americanas no Oriente Médio.

Como resposta, Teerã decidiu adotar uma ação similar contra Washington e incluiu o país na lista de Estados patrocinadores do terrorismo, tendo classificado o Comando Central das Forças Armadas dos Estados Unidos, conhecido como CENTCOM, como terrorista.

O especialista Vladimir Sazhin acredita que estas ações são um pretexto para impulsionar campanhas de propaganda contra o outro, considerando as medidas como continuação da "Guerra Fria de 40 anos entre o Irã e os EUA".

Para Rizk, o presidente norte-americano Donald Trump não está disposto a se envolver em ações militares contra Teerã, mas seus assessores, o secretário de Estado Mike Pompeo e o conselheiro de Segurança Nacional John Bolton, "têm uma obsessão com o Irã".

Na opinião do jornalista, se Trump permitir que Pompeu e Bolton "o arrastem nessa direção", isso poderia levar a um "erro de cálculo" e a um "cenário potencialmente catastrófico".

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