EUA pretendem detectar e monitorar veículos subaquáticos com 'peixe espião'

CC0 / / Fuzileiro da Marinha dos EUA treinando golfinho (imagem de arquivo)
Fuzileiro da Marinha dos EUA treinando golfinho (imagem de arquivo) - Sputnik Brasil
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Os EUA investiram aproximadamente US$ 45 milhões (R$ 173 milhões) em um projeto, que foi dividido entre cinco equipes de pesquisadores.

O projeto visa reforçar os sistemas de monitoramento subaquático, e, para isso, militares norte-americanos estão recrutando um aliado em forma de peixe, algo um tanto incomum.

O exército norte-americano revelou planos de utilizar peixe como "espião subaquático" para monitorar atividades inimigas, como parte do projeto Sensores Vivos Aquáticos Persistentes (PALS), conforme o jornal Mirror.

O projeto PALS visa encontrar uma forma de transferir as respostas biológicas de peixes e plantas marinhas em informações utilizáveis, alertando sobre a presença de navios sem a necessidade de utilizar equipamentos de alto custo e detectáveis no mar.

"Atualmente, a Marinha dos EUA busca detectar e monitorar veículos submersíveis através de hardware centrado e recursos intensivos", afirmou Lori Adornato, responsável pelo programa.

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Caso o projeto seja concluído com sucesso, o resultado será a elevação do nível tático para proteger alvos de grande valor, como porta-aviões.

"Se pudermos entrar nas capacidades de detecção inativa dos organismos vivos, que são onipresentes nos oceanos, nós podemos elevar nossa habilidade de rastrear a atividade inimiga de forma discreta, em uma base persistente e com precisão suficiente para caracterizar o tamanho e tipo dos veículos inimigos", afirma Adornato.

Uma das equipes do projeto está focada em um peixe conhecido como mero, que poderia ser utilizado para detectar a aproximação de submarinos e drones. Outra equipe está atenta aos ruídos emitidos pelo camarão-de-estalo, que poderia ser utilizado como um sonar natural, segundo a Scientific American.

O projeto deverá proporcionar algum resultando dentro dos próximos anos, definindo o futuro do exército norte-americano e da utilização de animais marinhos como aliado.

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