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Representante dos caminhoneiros e empresários respondem: existe chance de uma nova greve?

© Foto / STR / AFPGreve dos caminhoneiros, Brasil
Greve dos caminhoneiros, Brasil - Sputnik Brasil
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O governo tem observado movimentações em grupos de Whatsapp de caminhoneiros que dizem articular uma nova paralisação da categoria. Na terça-feira (26), a Petrobras anunciou o congelamento dos preços do diesel por períodos de 15 dias e a criação de um cartão que fixa preços para abastecimento em postos com bandeira BR.

A medida é vista como uma forma de atender umas das principais reivindicações dos caminhoneiros.  Ivar Luiz Schmidt, líder do Comando Nacional dos Transportes (CNT), entidade sindical que representa a categoria, disse que há uma grande insatisfação nos caminhoneiros por conta da alternância constante dos preços dos combustíveis por parte da Petrobras.

"Ano passado, durante as paralisações, houve as negociações com o governo Temer e tudo que foi negociado lá hoje não tem mais valor", explicou à Sputnik Brasil.

Ivar Luiz Schmidt destacou o fato de que a lei que cria um tabelamento do preço dos fretes não está sendo cumprida pelas empresas e que os preços praticados são os mesmos desde 2013.

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"A insatisfação ela existe, mas do outro lado existe um canal de negociação aberto com o governo Bolsonaro. E desse meio, tentando negociar com o governo, tentando fazer com que as coisas funcionem, nesse momento a gente não é a favor da paralisação, mas a insatisfação é generalizada e tudo pode acontecer", afirmou.

O líder do Comando Nacional dos Transportes (CNT) acredita que pode ser realizada uma paralisação de um dia em 30 de março.

"Não é possível precisar se haverá uma greve e de que tamanho ela será, a princípio eu ouvi de algumas lideranças desse novo movimento, que iria ser somente no dia 30 uma paralisação de um dia", contou à Sputnik Brasil.

Vander Costa, presidente da Confederação Nacional dos Transportes (CNT), entidade patronal, utiliza o mesmo argumento dos aumentos constantes praticados pela Petrobras para explicar a insatisfação generalizada da categoria.

"O autônomo do transporte de carga tem um conhecimento muito grande de rodovia e da forma como trabalhar com o caminhão, mas não tem a expertise de um operador do mercado financeiro para conviver com altas frequentes e isso faz com que ele perca do controle do custo dele e acabe a oferecer o frete a um preço que inviabiliza a sua atividade", disse à Sputnik Brasil.

Porém, na opinião de Vander Costa a mudança anunciada pela Petrobras torna a greve muito difícil de ser concretizada.

"Foi suficiente para poder diminuir a vontade da greve e eu chego a dizer que hoje foi desmobilizada a greve. Se a Petrobras cumprir a promessa de não variar com menos de 15 dias e avançar com uma previsibilidade maior, uns 30 dias, a gente afasta a possibilidade de uma paralisação dos carreteiros neste momento", comentou.

No ano passado, os caminhoneiros realizaram a maior greve da categoria no país e deixaram diversos mercados e postos de gasolina desabastecidos. Após dias de paralisação, o ex-presidente Michel Temer negociou com a categoria e atendeu algumas das reivindicações.

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