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Análise: palavras de Trump sobre Golã visam fazer Rússia e Israel se enfrentarem na Síria

© AFP 2021 / Jalaa MareyBandeira israelense no Monte Bental, nas Colinas de Golã, que são controladas por Israel (foto de arquivo)
Bandeira israelense no Monte Bental, nas Colinas de Golã, que são controladas por Israel (foto de arquivo) - Sputnik Brasil
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A declaração do presidente dos EUA sobre as Colinas de Golã visa fazer com que a Rússia e Israel entrem em choque na Síria, podendo levar ao agravamento da tensão entre Damasco e Tel Aviv, disse o analista político Aleksei Fenenko.

Anteriormente, o presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que, para os EUA, chegou a hora de reconhecer a soberania de Israel sobre as Colinas de Golã. De acordo com ele, qualquer reconhecimento da soberania israelense sobre o território não o torna obrigatório para outras partes. 

A declaração de Trump veio à tona na véspera da visita do premiê de Israel Benjamin Netanyahu aos EUA, que ocorrerá na semana que vem.

"A afirmação de Trump é muito séria. O objetivo de Trump é fazer a Rússia e Israel entrarem em choque na Síria. É para isso que Trump dá estes 'presentes' a Israel. Primeiro, ao reconhecer Jerusalém como a capital israelense. Agora, chegou a vez das Colinas de Golã", disse Fenenko à Sputnik. 

Militares israelenses sobre as Colinas de Golã - Sputnik Brasil
Trump: Chegou a hora dos EUA reconhecerem soberania de Israel sobre as Colinas de Golã
De acordo com o analista, o objetivo do presidente dos EUA é fazer com que "Israel enfrente outra coalizão na Síria".

Ele acrescentou que as palavras do presidente norte-americano podem levar ao agravamento das tensões entre Israel e a Síria. 

"Claro que podem. É o que os EUA querem", disse Fenenko, respondendo à pergunta. 

Segundo ele, a reação da Rússia demonstrará contenção, tentando não contribuir para a deterioração da situação. 

O Ministério das Relações Exteriores da Síria condenou a declaração "irresponsável" de Donald Trump em relação às Colinas de Golã, ao assinalar que os EUA estão agravando a situação na região e violando o direito internacional, em particular, a Resolução 497 da ONU de 1981, segundo qual a decisão de Israel de estabelecer suas leis no território foi considerada como inválida e ilegítima. 

O Kremlin reagiu de forma negativa à declaração de Donald Trump. De acordo com o porta-voz do presidente russo, Dmitry Peskov, "os apelos deste tipo podem desestabilizar significativamente a situação no Oriente Médio, que já é tensa". Ele acrescentou que Moscou espera que as palavras do presidente dos EUA “não passem de um apelo".

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