Ministra francesa promete atacar Assad de novo 'se necessário'

© REUTERS / Jean-Paul PelissierAviões de combate franceses a bordo do porta-aviões Charles de Gaulle
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Ao discursar no Conselho Atlântico na segunda-feira (18), a ministra da Defesa da França, Florence Parly, indicou que a ideia do presidente Emmanuel Macron da organização de um "verdadeiro exército europeu" não é uma ação contra os EUA, adicionando que Paris está pronta a atacar a Síria se for necessário.

Florence Parly, a ministra francesa das Forças Armadas, reafirmou o apoio do país aos Estados Unidos, acrescentando que a França voltaria a atacar a Síria se necessário.

"[…] Tenho uma mensagem mais ampla, uma mensagem simples: pode confiar em nós. Estaremos lá não só para as guerras de hoje, mas também para as de amanhã […] Quando [o presidente sírio Bashar] Assad usou armas químicas, a França e o Reino Unido estavam lá com os EUA para realizar ataques de precisão contra instalações químicas. Faremos isso novamente, se necessário", disse Parly.

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Em 14 de abril de 2018, os Estados Unidos, a França e o Reino Unido lançaram mais de 100 mísseis contra vários alvos na Síria, justificando o ataque como uma medida de retaliação pelo suposto uso de armas químicas pelo governo de Assad contra civis sírios em Douma e que supostamente ocorreu em 7 de abril.

As autoridades sírias negaram as acusações, insistindo que o ataque foi encenado por grupos militantes para justificar uma possível intervenção estrangeira na Síria.

Anteriormente, a proposta do presidente francês Emmanuel Macron de formar um exército europeu provocou a indignação do presidente norte-americano, Donald Trump, e Florence Parly tentou apaziguar as contradições.

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"A autonomia deve ser uma variante na amizade e a autonomia europeia não deve se tornar uma causa para que os EUA estejam menos comprometidos. Muito pelo contrário: os EUA e a Europa têm mais em comum do que ninguém […] Nós combatemos as mesmas guerras."

Parly acrescentou que esta ideia "nunca deve ser vista como uma ação contra os Estados Unidos" e não se destina a inverter os termos da OTAN, mas a diminuir o peso sobre Washington.

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