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Dia Internacional contra Discriminação Racial: racismo no Brasil está longe de acabar

© Foto / Tania Rego/ Agência BrasilAssociação do Conselho Gestor de Esporte e Lazer do Estado do Rio de Janeiro (Ascagel), promove o ato “A alma não tem cor. Não ao Racismo”, na praia de Copacabana, no Rio de Janeiro.
Associação do Conselho Gestor de Esporte e Lazer do Estado do Rio de Janeiro (Ascagel), promove o ato “A alma não tem cor. Não ao Racismo”, na praia de Copacabana, no Rio de Janeiro. - Sputnik Brasil
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Escritora, ativista e publicitária Luana Génot compartilhou com Sputnik Brasil seus pensamentos sobre a discriminação racial no Brasil.

O dia 21 de março é o Dia Internacional contra a Discriminação Racial. Especialista nesta questão alerta que a desigualdade racial é uma realidade no mercado de trabalho no Brasil.

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De acordo com um levantamento do Instituto Ethos, em 2016, chamado de "Perfil social, racial e de gêneros das 500 maiores empresas do Brasil e suas ações afirmativas", se identificou que 88% dessas empresas não têm uma política de igualdade de oportunidades entre negros e brancos e que 85,5% não adotam medidas para incentivar e ampliar a presença de negros no quadro executivo.

Sputnik Brasil conversou sobre o tema com a autora do livro "Sim à igualdade racial – raça e mercado de trabalho", a publicitária, diretora executiva do ID_BR — Instituto Identidades do Brasil e mestre em Relações Étnico-Raciais pelo CEFET-RJ, Luana Génot.

Segundo a especialista, muitas pessoas ainda possuem dificuldades de abordar temas relacionados ao racismo estrutural no mercado de trabalho e na educação. "O livro aborda esses temas e reúne entrevistas com profissionais de diversos ramos e opinião pública sobre temática racial e trata como esse tema afeta as suas carreiras e a vida pessoal", explicou a escritora.

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As entrevistas foram escritas na primeira pessoa, de acordo com Luana Génot para que os leitores possam se colocar no lugar dos personagens. Ela propõe a observação de alguns termos recorrentes quando o assunto é raça, que estão em destaque no livro, como: "branquitude", "colorismo", "heteroidentificação", "etnia", "interseccionalidade", "viés inconsciente" e "democracia racial". 

Para ela é importante o público se identificar com as histórias e entender "qual é o seu lugar nessa causa", para acelerar a promoção da igualdade racial no país.

A publicitária lamentou que as empresas não consigam incluir investimento no tema em sua pauta. 

"A gente percebe uma certa assimetria entre o interesse inicial de falar sobre a temática e a atenção e prioridade que se deveria dar a essa pauta".

Outro indicador de desigualdade racial nas empresas é o baixo número de promoções que as pessoas negras recebem, mesmo com um ótimo currículo. Faltam iniciativas para promover negros a cargos de liderança de modo a criar uma representatividade. 

"Representatividade nos cargos de liderança é absolutamente fundamental para a gente poder quebrar estigmas e aumentar o número de narrativas de que há possibilidade de transitar nos cargos de liderança nas empresas", acrescentou a escritora. Ela nota que a situação da mulher negra nas empresas e no mercado do trabalho é a mais afetada por falta de políticas afirmativas.

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O Instituto Identidades do Brasil — ID_BR é uma organização sem fins lucrativos, pioneira no Brasil e comprometida com a aceleração da promoção da igualdade racial. A partir da Campanha Sim à Igualdade Racial, desenvolve ações em diferentes formatos para conscientizar e engajar organizações e a sociedade. Busca reduzir a desigualdade racial no mercado de trabalho, segundo o objetivo 10 da agenda 2030 da Organização das Nações Unidas (ONU).

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