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Será que Irã se infiltrou no exército israelense?

© AP Photo / Sebastian ScheinerBenny Gantz, então chefe do Estado-Maior do exército israrelense, 14 de fevereiro de 2011
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A inteligência de Israel suspeita que o Irã possa ter hackeado o celular de Benny Gantz, adversário do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu. O analista Simon Tsipis explica quem poderia ter estado por trás desse ciberataque.

A Agência de Segurança de Israel (Shabak) suspeita a inteligência iraniana de ter hackeado o celular de Benny Gantz, ex-chefe do Estado-Maior e adversário de Netanyahu, informou um canal de TV israelense.

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Segundo o Shabak, o celular não continha informação secreta, mas não há dúvidas que o conteúdo do celular pertencente ao homem que poderia se tornar primeiro-ministro ou ministro da Defesa representa interesse para as inteligências de todo o mundo, especialmente para a iraniana.

Benny Gantz declarou que seu celular não continha documentos secretos que o Irã pudesse usar contra a segurança de Isarel.

Em entrevista à Sputnik Persa, o analista israelense em relações internacionais e segurança do Instituto de Pesquisas de Segurança Nacional (INSS), Simon Tsipis, confirmou esse fato e revelou que o celular foi hackeado muito antes de ter sido anunciado pela mídia.

"É verdade, o celular de Benny Gantz foi hackeado. Entretanto, é de assinalar que todos os celulares, computadores e outros meios de comunicação de pessoas como o chefe do Estado-Maior e candidato a primeiro-ministro, como Benny Gantz, bem como dos políticos que ocupam cargos públicos ou concorrem a eleições são supervisionados pela divisão do Shabak de controlo de comunicações eletrônicas dos funcionários do governo. Benny Gantz foi avisado reiteradamente que é proibido guardar informações confidenciais em seu celular pessoal", afirmou Tsipis.

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Para o especialista, o Irã não possui os recursos necessários para hackear um dispositivo supervisionado pelo Departamento da Segurança Eletrônica do Shabak. De acordo com Tsipis, o celular foi invadido por hackers ligados ao Irã, mas não pelos próprios iranianos.

Ele sublinhou que Israel é um dos Estados mais avançados em matéria de cibersegurança. Um pirata informático tem que hackear um sistema de segurança de dois níveis para obter acesso aos dados do celular.

"Hoje quase qualquer país tem capacidades para realizar ciberataques desse tipo. Esse ataque não foi efetuado por hackers iranianos. Atualmente, esse tipo de ataques é encomendado a especialistas altamente qualificados. Portanto, o celular do Benny Gantz foi infiltrado por especialistas a pedido do governo iraniano", explicou o analista.

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