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Premiê da Nova Zelândia promete mudar lei sobre armas após atentados contra mesquitas

© AP Photo / Charles Platiau/Pool PhotoNew Zealand Prime Minister Jacinda Ardern gestures as she speaks during a media conference with French President Emmanuel Macron, at the at the Elysee Palace in Paris, Monday, April 16, 2018
New Zealand Prime Minister Jacinda Ardern gestures as she speaks during a media conference with French President Emmanuel Macron, at the at the Elysee Palace in Paris, Monday, April 16, 2018 - Sputnik Brasil
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O governo da Nova Zelândia está considerando a proibição de armas semiautomáticas após a morte de 49 pessoas em duas mesquitas de Christchurch, disse a primeira-ministra Jacinda Ardern. Um dos suspeitos pelos crimes havia comprado cinco armas legalmente.

O principal suspeito era um cidadão australiano que "viajou esporadicamente para a Nova Zelândia e ficou por um período de tempo variado", declarou Ardern a repórteres. "Eu não o descreveria como residente de longo prazo".

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Ele não estava em uma lista de observação do governo nem na Nova Zelândia nem na Austrália.

Todas as cinco armas do suspeito foram legalmente adquiridas, de acordo com a primeira-ministra neozelandesa.

"Nossas leis de armas vão mudar", afirmou Ardern.

O suspeito tirou uma licença de armas de fogo "categoria A" em 2017, e começou a estocar armas legalmente naquele momento, disse Ardern aos repórteres neste sábado. O "simples fato" de que isso aconteceu significa que as pessoas vão querer ver uma mudança nas leis de armas, e ela está comprometida em apoiar isso, acrescentou ela.

O tiroteio foi transmitido ao vivo no Facebook, com o suspeito matando 49 pessoas e ferindo mais de 40 em duas mesquitas antes de ser preso pela polícia. Pouco antes do ataque, ele publicou um "manifesto" de 73 páginas, no qual ele prometeu "vingança" contra os "invasores" muçulmanos e revelou que foi inspirado por outro terrorista, Anders Breivik, que matou 77 pessoas na Noruega em 2011.

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A maioria das vítimas estava na mesquita de Al Noor, já que o agressor teria sido perseguido pela mesquita de Linwood por um "local muçulmano conhecido" que disparou dois tiros em perseguição, segundo o jornal local The New Zealand Herald.

O Herald citou mais tarde uma das testemunhas de Lindwood, Syed Mazharuddin, que disse que o atirador foi confrontado por um zelador da mesquita, que tomou uma das armas do suspeito, mas não atirou porque "não conseguiu encontrar o gatilho".

Atualmente, a Nova Zelândia restringe a compra de "armas semi-automáticas de estilo militar" para aqueles com 18 anos ou mais. A idade mínima legal para comprar uma arma de fogo é 16. Qualquer um que a polícia considere "apto e habilitado" pode obter uma licença de arma de fogo — desde que passe em uma verificação de antecedentes envolvendo registros criminais e médicos. Registro de armas individuais não é necessário.

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