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China discorda de novas exigências da Noruega no Ártico

© Sputnik / Mikhail Voskresenskiy / Abrir o banco de imagensLongyearbyen é a capital administrativa e econômica do arquipélago de Svalbard, localizada na costa do mar da Gronelândia.
Longyearbyen é a capital administrativa e econômica do arquipélago de Svalbard, localizada na costa do mar da Gronelândia. - Sputnik Brasil
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O Tratado de Svalbard de 1920 garante à Noruega "plena e irrestrita soberania" sobre o arquipélago estratégico, com isso, o país procura meios de limitar as atividades estrangeiras na região, o que afeta a China.

Com a presença internacional se intensificando em Svalbard, as autoridades norueguesas trabalham em uma estratégia para uma presença científica mais clara na região. Hoje, o arquipélago abriga mais de 1.000 pesquisadores de 200 instituições de 30 países, segundo o jornal norueguês Kassekampen.

Anteriormente, o governo norueguês indicou um plano para Svalbard para prevenir uma situação onde os noruegueses seriam a minoria no arquipélago. Sendo assim, o Departamento Polar e Climático do Conselho de Pesquisa norueguês elaborou um modelo de pesquisa estratégica para Ny-Alesund, em Svalbard.

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Entre outras coisas, a Noruega deseja que a pesquisa seja limitada para a ciência natural. Primeiro, a Noruega não quer qualquer pesquisa, para a instância do Tratado de Svalbard ou como e porque a Noruega assegurou o direito relacionado ao arquipélago, que é estrategicamente importante. Segundo, a pesquisa deveria ser publicada em inglês. Terceiro, que países não estejam representados em Ny-Alesund e, sim, instituições.

Dessa forma, a Noruega vai deixar de se referir a eles como estações, e ao invés disso, utilizará seus nomes institucionais.

Contudo, estas propostas estão incomodando a China que, atualmente, possui 80 projetos registrados em biologia, estudos sociais e atmosfera em Svalbard.

O Instituto Polar chinês declarou que sua Estação Ártica do Rio Amarelo não irá mudar de nome, mas confessa que os pesquisadores chineses também reservam o direito de pesquisa como desejarem, incluindo direito e ciências sociais. Além disso, expressou uma profunda preocupação sobre a pressão norueguesa por uma estratégia universal de pesquisa.

"Nós apreciamos a coordenação da Noruega, mas defendemos a pesquisa livre, que acreditamos que não deveria ser influenciada por outros", afirmou o representante do Departamento de Cooperação Internacional, Wei Long, ressaltando a importância da China no Ártico, além de enfatizar que Pequim interpreta como ato "discriminatório contra outros idiomas" pela obrigatoriedade de publicar as pesquisas em inglês.

A China declara que aceita plenamente a soberania norueguesa sobre Svalbard, mas aponta que o Tratado de Svalbard prevê a igualdade de treinamento entre os países envolvidos. Com isso, a China gostaria de utilizar sua estação como uma base para pesquisa, mineração e talvez, para turismo.

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"Compartilhar a infraestrutura e informação é uma complexa questão legal. Cada país deve agir de acordo com suas necessidades", afirma a China em resposta.

De acordo com Rune Vistad, do Departamento Polar e Climático do Conselho de Pesquisa norueguês, o departamento "[…] declarou que a China tem algumas preocupações", isso porque a rigorosa estratégia não vai apenas elevar a quantidade e qualidade da pesquisa, como também aliviará a pressão sobre o meio ambiente.

Em 2018, a China publicou sua Política Ártica, onde promete participar ativamente nos assuntos do Ártico como um "Estado próximo ao Ártico" e um dos mais interessados na região.

O arquipélago Svalbard é uma das mais setentrionais do mundo, com uma área de 61.000 quilômetros quadrados, das quais aproximadamente 60 % são cobertas por gelo, além de possuir uma população de 2.600 pessoas.

Grande parte dos pesquisadores estão concentrados em Ny-Alesund, que é uma antiga comunidade de mineração, onde a primeira pesquisa foi estabelecida há 50 anos, e hoje mais de 20 países possuem projetos em Svalbard.

O Tratado de Svalbard de 1920 permite atividades estrangeiras desde que cumpram as normas norueguesas. Atualmente, 43 países fazem parte do tratado.

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