Chanceler venezuelano acusa Pompeo de pretender iniciar guerra com Caracas

© REUTERS / Manaure QuinteroApoiadores do autoproclamado presidente interino, Juan Guaidó, seguram bandeira enquanto participam de protesto contra o governo do presidente venezuelano Nicolás Maduro em Caracas, Venezuela, 30 de janeiro de 2019
Apoiadores do autoproclamado presidente interino, Juan Guaidó, seguram bandeira enquanto participam de protesto contra o governo do presidente venezuelano Nicolás Maduro em Caracas, Venezuela, 30 de janeiro de 2019 - Sputnik Brasil
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O ministro das Relações Exteriores da Venezuela, Jorge Arreaza, acusou o secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo, e seus "assalariados" de atearem fogo a um caminhão com ajuda humanitária em busca de pretexto para iniciar uma guerra.

"O secretário Pompeo, especialista da CIA em operações de bandeira falsa, acredita que engana o mundo com um caminhão queimado na Colômbia por seus próprios agentes […]", escreveu Arreaza na sua conta no Twitter.

"Pompeo e seus sicários estão desesperados por fabricar um pretexto para a guerra. Hoje a operação lhe correu mal. Se quer encontrar aqueles que queimaram o caminhão com falsa ajuda humanitária, que os busque entre seus assalariados", acrescentou ele.

Em 23 de fevereiro, a oposição venezuelana tentou fazer entrar ajuda humanitária na Venezuela. Na chegada, vários caminhões com ajuda foram queimados na fronteira com a Colômbia, enquanto quatro pessoas foram mortas na fronteira com o Brasil, segundo a organização não-governamental venezuelana Fórum Criminal.

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O secretário-geral da Organização dos Estados Americanos, Luis Almagro, declarou que 335 pessoas ficaram feridas nos confrontos entre forças policiais e manifestantes nas fronteiras venezuelano-colombiana e venezuelano-brasileira.

A tensão política na Venezuela aumentou desde que em 23 de janeiro quando Juan Guaidó, presidente da Assembleia Nacional da Venezuela e líder da oposição, se declarou presidente interino do país.

Os EUA e vários países da Europa e América Latina, inclusive o Brasil, reconheceram Guaidó como presidente interino do país. Rússia, China, Cuba, Bolívia, Nicarágua, Turquia, México, Irã e muitos outros países manifestaram seu apoio a Maduro como presidente legítimo do país e exigiram que os outros países respeitem o princípio de não interferência nos assuntos internos do país latino-americano.

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