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Comissão Interamericana de Direitos Humanos condena violência nas fronteiras da Venezuela

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A Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) condenou na noite deste sábado os atos de violência que ocorreram nas fronteiras da Venezuela com o Brasil e a Colômbia.

"A CIDH condena novos atos de violência ocorridos na Venezuela", informou a organização internacional por meio da rede social Twitter.

Segundo a comissão, há informações sobre pessoas mortas e feridas em Santa Elena de Uairén e "repressão contra os manifestantes" nas pontes internacionais de Francisco de Paula Santander e Simón Bolívar.

A CIDH exortou as Forças Armadas e de segurança da Venezuela a "absterem-se de usar a força, respeitando e garantindo a vida e a integridade pessoal das pessoas sob sua jurisdição e permitindo a livre movimentação".

A oposição venezuelana anunciou neste sábado que deve comandar os embarques de fronteira de alimentos e medicamentos doados por os EUA e outros países, que foram descritos pelo presidente Nicolás Maduro como "migalhas" e "um show para justificar uma intervenção no país".

Bandeira da Venezuela - Sputnik Brasil
Opositores de Maduro incendeiam veículo militar venezuelano na fronteira com o Brasil

A vice-presidente venezuelana Delcy Rodriguez, por sua vez, destacou que na Venezuela "não há crise humanitária" e recordou que, no âmbito do direito internacional aplicável à ajuda humanitária apenas em caso de desastres naturais e conflitos armados.

O governo venezuelano alertou que qualquer veículo que entrar em seu território sem autorização será considerado um alvo militar.

Nas fronteiras da Venezuela com a Colômbia, grupos que tentam atravessar as pontes que ligam os dois países tentaram avançar em direção à Venezuela e foram repelidos pelas autoridades militares que guardam o local.

No sul da Venezuela, na fronteira com o Brasil, também houve casos de violência, quando grupos da oposição e a etnia indígena Pemón tentaram se mudar da capital do município de Gran Sabana, o estado de Bolívar, em direção a Paracaima.

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