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Cheques de Flávio Bolsonaro eram assinados por irmã de milicianos, diz revista

© Tânia Rêgo / Agência BrasilO filho mais velho de Jair Bolsonaro, então deputado estadual do Rio de Janeiro, Flávio Bolsonaro, concede entrevista aos jornalistas em frente ao Hospital Santa Casa de Misericórdia de Juiz de Fora.
O filho mais velho de Jair Bolsonaro, então deputado estadual do Rio de Janeiro, Flávio Bolsonaro, concede entrevista aos jornalistas em frente ao Hospital Santa Casa de Misericórdia de Juiz de Fora. - Sputnik Brasil
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Irmã de dois milicianos presos pelas autoridades do Rio de Janeiro, Valdenice de Oliveira Meliga tinha uma procuração do senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ), filho do presidente Jair Bolsonaro, para pagar despesas de campanha, segundo informações publicadas pela revista IstoÉ.

De acordo com reportagem publicada nesta sexta-feira, Valdenice é irmã de Alan e Alex Rodrigues Oliveira, detidos em uma operação intitulada Quarto Elemento, do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) e do Ministério Público do Rio de Janeiro (MP-RJ).

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A IstoÉ obteve dois cheques – um de R$ 3,5 mil e outro no valor de R$ 5 mil – assinados por Valdenice, que possuía uma procuração de Flávio Bolsonaro para participar do "laranjal" do PSL, partido do senador e do presidente da República, no estado do Rio de Janeiro – já há denúncias de esquemas em Minas Gerais e Pernambuco.

A reportagem aponta que Valdenice seria o elo da conexão de Flávio Bolsonaro com as milícias fluminenses, suspeita que já paira por homenagens prestadas pelo hoje senador quando era deputado estadual do Rio a policiais e ex-policiais, hoje investigados ou presos por serem identificados como milicianos.

A revista expôs que o cheque de R$ 5 mil assinado por ela foi direcionado à empresa Alê Soluções e Eventos Ltda., que pertence a Alessandra Cristina Ferreira de Oliveira. Esta, por sua vez, era funcionária do gabinete de Flávio na Assembleia Legislativa do Estado (Alerj), com um salário de R$ 5,1 mil, e durante a campanha foi tesoureira do PSL.

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A firma de Alessandra comandou a contabilidade de 42 campanhas eleitorais do PSL no Rio (20% do total). O fato mais alarmante levantado pela revista é que, assim, a mesma pessoa responsável por distribuir os recursos do PSL no Rio recebia parte dos recursos de volta, por meio da conta de sua empresa.

Outro nome que aparece ligado ao senador é o do advogado Gustavo Botto, que administrava as contas dele e que atuou ao lado de Alessandra durante as eleições de 2018. Candidatas ouvidas pela IstoÉ informaram que só tiveram gastos com as empresas de Alessandra e Botto durante a campanha.

Procurado pela revista, Flávio Bolsonaro não se pronunciou. O caso é apenas mais um que envolve o nome do parlamentar, que também é investigado pela Justiça do Rio no caso envolvendo o assessor Fabrício Queiroz, e pela Procuradoria-Geral da República (PGR) por suas movimentações de compra e venda de imóveis no Rio.

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