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Caso Marielle: PF faz buscas e apreensões no Rio e caso pode voltar à estaca zero

© Foto / Renan Olaz/CMRJMarielle Franco, vereadora pelo PSOL, assassinada na noite do dia 14 de março
Marielle Franco, vereadora pelo PSOL, assassinada na noite do dia 14 de março - Sputnik Brasil
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A Polícia Federal (PF) realiza na manhã desta quinta-feira uma operação relacionada ao assassinato da vereadora Marielle Franco e do seu motorista, Anderson Gomes, que está próximo de completar um ano, em um esforço de apresentar respostas sobre o crime não solucionado.

As ações para cumprir oito mandados de busca e apreensão contam com o aval do Ministério Público do Rio (MP-RJ) e da Justiça Estadual, e tratam das suspeitas em torno de tentativas de obstrução das investigações do caso, que em março completará um ano, até hoje nas mãos da Polícia Civil fluminense.

Na última semana, a Anistia Internacional cobrou respostas das autoridades do Rio. As apurações seguem em sigilo, porém a principal linha de investigação liga o assassinato de Marielle, ocorrido em 14 de março de 2018, à atuação de uma milícia da zona oeste da cidade com grilagem de terras.

Segundo um delator ouvido pela Polícia Civil, o vereador Marcello Siciliano e o miliciano Orlando Curicica, um ex-policial militar, estariam por trás dos dois assassinatos. Ambos negam qualquer participação. No caso de Curicica, que já está preso, ele acusa a Polícia Civil de pressioná-lo para assumir a autoria.

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Ligado a Flávio Bolsonaro, major da PM e suspeitos da morte de Marielle são presos no Rio

Em 22 de janeiro, cinco pessoas que seriam ligadas à mesma milícia investigada no caso Marielle foram presas, incluindo o ex-PM Ronald Paulo Alves Pereira, que já chegou a ser homenageado pelo senador Flávio Bolsonaro, filho do presidente Jair Bolsonaro.

Um suspeito que não foi preso na mesma operação e segue foragido, Adriano da Nóbrega, também teve ligação com Flávio Bolsonaro, com homenagens prestadas quando ele era deputado estadual, com cargos concedidos a familiares do ex-PM, e a amizade com outro colega de farda, Fabrício Queiroz, ex-assessor e envolvido no caso das movimentações suspeitas apontadas pelo Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf).

Entretanto, a participação da PF no caso Marielle pode representar uma volta à estaca zero nas investigações. De acordo com o jornal O Globo, a força-tarefa montada em outubro para apurar uma possível obstrução das investigações pode desmentir qualquer envolvimento de Siciliano e Curicica no crime, que segue sem solução.

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