Muro de Trump: um caso de emergência ou uma 'fraude'?

CC0 / The White House / O presidente Donald Trump fala ao telefone a bordo do avião presidencial Air Force One.
O presidente Donald Trump fala ao telefone a bordo do avião presidencial Air Force One. - Sputnik Brasil
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O presidente dos EUA, Donald Trump declarou emergência nacional em matéria de segurança fronteiriça, acionando o poder executivo para gastar ainda mais dinheiro na construção de um muro.

Entretanto, os gastos serão maiores do que o valor permitido pelo Congresso, levantando diversas questões, segundo a agência de notícias Bloomberg, que qualifica a situação como um "abuso".

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Isso porque não há emergência alguma na região fronteiriça, apenas o constante problema da entrada ilegal de imigrantes, uma situação que já não é tão grave quanto nos anos anteriores.

De acordo com os autores do artigo, Trump está correto sobre a necessidade de aumentar a segurança na fronteira, porém, "gastar bilhões em um muro segundo as especificações de Trump não é uma resposta".

A declaração de emergência nacional libera US$ 8 bilhões (R$ 29 bilhões) de fundos para a construção de barreiras de aço ao longo dos 3.138 quilômetros da fronteira do México.

Trump "está desapontando o país" e o mesmo está acontecendo com os republicanos no Congresso que disseram que iriam apoiar sua ideia, afirma a agência de notícias.

"É chocante que o líder republicano do Senado, Mitch McConnell apoie a iniciativa de Trump. A posição de McConnell é vergonhosa e insensata, pois se Trump conseguir de alguma maneira expandir o alcance da autoridade executiva, o próximo presidente democrata terá o mesmo poder para anular as prioridades de despesa do Congresso".

Esta é a razão pela qual a utilização por Trump do poder de emergência é uma "agressão à divisão de poderes", afirmam os autores do artigo, que ressaltam que "a falta de cuidado do presidente relativamente ao respeito pelas normas constitucionais é um insulto à história, porém, também mostra a incapacidade dos republicanos no Congresso de cumprir com seus deveres nos termos da Constituição e defender as prerrogativas de seu poder".

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