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EUA poderiam atacar Venezuela através da Colômbia ou Brasil, segundo analista

© REUTERS / Marco Bello TPXMilitares venezuelanos (foto de arquivo)
Militares venezuelanos (foto de arquivo) - Sputnik Brasil
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Neste domingo (10), o presidente venezuelano, Nicolás Maduro, deu início às maiores na história do país manobras, Bicentenário de Angostura 2019, de que participarão as Forças Armadas, bem como as milícias populares.

Aleksandr Chichin, diretor da Faculdade de Ciências Econômicas e Sociais da Academia de Economia Nacional e Administração Pública russa, expressou ao serviço russo da Rádio Sputnik sua opinião sobre o poderio do exército venezuelano, bem como sobre a possibilidade de os EUA atacarem o país.

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O analista descartou o cenário de uma intervenção militar por parte dos EUA que, segundo ele, seria para Washington muito desvantajosa.

"Lá [na Venezuela] o exército é bom, acho que os EUA o entendem muito bem, portanto, uma intervenção direta é impossível, seria muito desvantajosa. Não é o Iraque, tudo seria muito mais difícil."

Segundo o analista, o exército venezuelano está bem preparado, desde a época de Hugo Chávez, e bem armado, reforçado ainda pelas numerosas milícias populares.

Entretanto, Chichin admitiu a possibilidade de uma agressão através dos países vizinhos da Venezuela – da Colômbia e do Brasil.

"Não se pode tratar de uma agressão aberta. Porém, pode ocorrer uma agressão através dos vizinhos da Venezuela – através da Colômbia e, em menor extensão, através do Brasil, é muito possível, ou seja, a infiltração de alguns indivíduos, alguns comandos, capazes de levarem a cabo provocações individuais", assinalou.

De acordo com ele, essas provocações individuais podem resultar em sequestro de algum general venezuelano importante, ou em ataque contra algum funcionário da embaixada norte-americana em Caracas.

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O especialista concluiu que, organizando e levando a cabo as manobras, Maduro mostra que o país é capaz de se proteger de uma invasão do exterior.

As manobras na Venezuela terão lugar de 10 a 15 de fevereiro. Segundo Nicolás Maduro, serão os maiores e mais importantes exercícios militares desse tipo já realizados em 200 anos de história do país.

A tensão política na Venezuela aumentou desde que o líder da Assembleia Nacional da Venezuela, Juan Guaidó, se autoproclamou presidente interino. Ele foi apoiado pelo governo dos Estados Unidos e também pelo Brasil, Argentina e Colômbia, entre outros países. Já Maduro, reeleito em 2018, é considerado o presidente legítimo da Venezuela por tais países como a Rússia, Turquia, México, Uruguai e China.

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