Maduro acusa Washington de usar crise humanitária como pretexto para invasão militar

© REUTERS / Adriana LoureiroNicolás Maduro, presidente de Venezuela
Nicolás Maduro, presidente de Venezuela - Sputnik Brasil
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Discursando na Praça Bolívar, no centro de Caracas, Nicolás Maduro afirmou que os Estados Unidos declararam crise humanitária na Venezuela como justificativa para invadir militarmente o país petroleiro.

"A crise humanitária é apenas um disfarce para os planos militares do governo de Trump [Donald Trump, presidente dos EUA]. Toda a crise na Venezuela é resultado da imposição de sanções e bloqueio financeiro dos EUA", declarou Maduro em 7 de fevereiro.

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Ele aderiu à coleção de assinaturas para uma carta ao presidente dos EUA, Donald Trump, contra intervenção americana na Venezuela, lê-se em canal do Periscope de Maduro. 

Na Praça Bolívar foi instalado um dos centros para coletar assinaturas. O objetivo é conseguir pelo menos 10 milhões de assinaturas contra uma intervenção de Washington na Venezuela. 

Em 3 de fevereiro, Trump declarou que uma intervenção militar dos EUA na atual crise política da Venezuela é "uma das opções". Maduro, por sua vez, afirmou que o "petróleo e os recursos naturais" da Venezuela são a razão pela qual Trump pode "declarar guerra à Venezuela".

Um dia depois, alguns países da UE reconheceram o chefe da Assembleia Nacional da Venezuela, Juan Guaidó, como presidente interino do país após não cumprimento de Maduro do ultimato dado de oito dias para organização de eleições presidenciais.

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A crise política venezuelana se agravou em 23 de janeiro, depois que Juan Guaidó se declarou presidente interino do país durante protestos antigovernamentais realizados nas ruas de Caracas. O atual presidente, Nicolás Maduro, acusou Washington de estar orquestrando um golpe na Venezuela, tendo chamado Guaidó de "marionete dos EUA".

O líder da oposição tem sido apoiado pelos EUA, Brasil e outros países. A Rússia, China, México e Turquia estão entre as diversas nações que manifestam seu apoio a Maduro como chefe de Estado legitimamente eleito do país.

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