Maduro sobre declaração do Grupo de Lima: 'Não sabemos se devemos rir ou vomitar'

© Sputnik / Sergei Guneev / Abrir o banco de imagensNicolás Maduro, presidente da Venezuela (foto de arquivo)
Nicolás Maduro, presidente da Venezuela (foto de arquivo) - Sputnik Brasil
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A declaração do Grupo de Lima sobre Caracas condenando a liderança venezuelana e apoiando a oposição do país como governo interino foi rejeitada pelo presidente reeleito da Venezuela, Nicolás Maduro, na terça-feira (5).

O chefe de Estado da Venezuela afirmou durante uma transmissão no Twitter que tem a certeza de que ganhará essa disputa.

"O último comunicado do Grupo de Lima é ridículo. Não sabemos se devemos rir ou vomitar […] Estou absolutamente convencido de que venceremos esta batalha, neste período histórico, venceremos o Grupo de Lima, estou convencido de que venceremos na diplomacia e na política", acrescentou.

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Além disso, Maduro também comunicou sobre uma carta endereçada à Casa Branca, com cerca de 10 milhões de assinaturas, pedindo o afastamento dos EUA dos assuntos internos do país latino-americano.

"Pelo menos 10 milhões de venezuelanos assinarão isso [a carta], enviaremos este documento à Casa Branca, insistindo no respeito [dos direitos]", declarou Maduro em discurso à nação.

No dia 4 de fevereiro, o Grupo de Lima junto com outros países se reuniu para debater soluções para a crise política em Caracas, que resultou em uma declaração crítica em relação ao governo venezuelano, convocando a comunidade internacional a suspender os laços financeiros e comerciais com a Venezuela.

O grupo de chanceleres não reconheceu a reeleição de Maduro e pediu nova votação, o que implicaria a transmissão do poder presidencial ao Parlamento venezuelano até que a nova eleição seja realizada.

A autoproclamação como chefe de Estado interino do presidente da Assembleia Nacional, Juan Guaidó, no dia 23 de janeiro foi apoiada pelos Estados Unidos e vários outros países, acentuando ainda mais a crise interna no país. Rússia e China, assim como outros países, se recusaram a apoiar Guaidó, apoiando Maduro como presidente legítimo do país e exigindo que outros países respeitem o princípio de não interferência nos assuntos internos de Caracas.

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