Estudo aponta de onde poderia ter surgido nossa Lua

© Fotolia / Johan SwanepoelAsteroides em atmosfera da Terra (imagem ilustrativa)
Asteroides em atmosfera da Terra (imagem ilustrativa) - Sputnik Brasil
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Uma colisão catastrófica poderia explicar as diferenças nos grandes planetas rochosos que giram ao redor de outras estrelas.

Segundo um novo estudo, o aquecimento gerado pelo impacto de um material dentro de um planeta tem um papel importante na remoção de parte ou tudo da atmosfera do corpo celeste.

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Uma vasta variedade de tamanhos para esses asteroides mortais pode explicar as diferenças avistadas em grande parte dos mundos rochosos.

O Kepler Space Telescope da NASA revelou um surpreendente número de mundos com tamanhos que tornam a Terra e Netuno relativamente pequenos, segundo o portal Space.com.

Além disso, a densidade dos planetas indica que muitos deles parecem ostentar grandes atmosferas de hidrogênio e hélio. Contudo, essas atmosferas apresentam variações, sugerindo que algo tenha ocorrido com os mundos após a formação planetária.

"Grandes impactos são muito efetivos para reduzir ou remover o hidrogênio ou hélio", afirmou John Biersteker, aluno de pós-graduação do Instituto de Tecnologia de Massachusetts, que estudou como os impactos dos destroços rochosos afetaram a atmosfera de planetas jovens.

Após o nascimento de uma estrela, o anel de poeira e gás liberado inicia o processo de formação planetária.

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Quando a gravidade é impulsionada juntamente com os pedaços para criar um núcleo, o recém-nascido planetesimal coleta hidrogênio e hélio a partir dos restos de gás, construindo uma atmosfera primordial, porém, as estrelas que estiverem nas proximidades de suas estrelas podem sofrer com a radiação estelar, que causaria um aquecimento nas camadas gasosas, consequentemente escapando no espaço e deixando uma atmosfera mais fina.

Além disso, quando grandes objetos atingem os planetas, a colisão pode golpear a atmosfera do planeta ao espaço. Lembrando que uma colisão ajudou a criar a Lua da Terra.

Este estudo mostra que não é preciso um grande núcleo para remover completamente a atmosfera de um planeta.

Para Biersteker, a energia criada pelo impacto foi mais importante do que a grande colisão, mostrando que um pequeno e rápido movimento do asteroide poderia tirar mais hidrogênio e hélio do que um objeto médio e mais lento. Além disso, o ângulo também pode afetar a energia do impacto.

Ressaltando que cada impacto remove uma porcentagem diferente da atmosfera, colisões podem criar uma grande variedade de densidades de exoplaneta.

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