Trump garante destruição do Daesh 'em breve' e vê 'chance' de desnuclearização da Coreia

© AP Photo / Alex BrandonPresidente dos EUA, Donald Trump, discursando em uma conferência Conservative Political Action Conference (foto de arquivo)
Presidente dos EUA, Donald Trump, discursando em uma conferência Conservative Political Action Conference (foto de arquivo) - Sputnik Brasil
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O presidente dos EUA, Donald Trump, criticou nesta quarta-feira as avaliações de ameaças oferecidas ao Congresso pelas principais autoridades de inteligência do país, um dia antes, e defendeu suas afirmações sobre a Coreia do Norte e o Daesh.

Em uma série de posts no início da manhã no Twitter, Trump disse que o Daesh "em breve será destruído" e que há "uma chance decente de desnuclearização" com Pyongyang.

"Quando me tornei presidente, o [Daesh] estava fora de controle na Síria e correndo solto. Desde então, houve um tremendo progresso, especialmente nas últimas cinco semanas. O califado será destruído em breve, algo impensável dois anos atrás", escreveu Trump.

Sobre a Coreia do Norte, o presidente dos EUA destacou estar ansioso por um novo encontro com o líder norte-coreano Kim Jong-un, com quem ele esteve reunido no ano passado em Singapura, em uma cúpula histórica entre os dois países.

"O relacionamento da Coreia do Norte é melhor do que nunca com os EUA. Nenhum teste, recebendo restos, reféns retornados. Possibilidade decente de desnuclearização [...]. O tempo dirá o que acontecerá com a Coreia do Norte, mas no final da administração anterior [de Barack Obama], o relacionamento era horrível e coisas muito ruins estavam prestes a acontecer. Agora uma história totalmente diferente. Estou ansioso para ver Kim Jong Un em breve. Progresso sendo feito - grande diferença!", pontuou.

Em 18 de janeiro, a Casa Branca anunciou que Trump planejava se encontrar com Kim no final de fevereiro. A primeira reunião dos dois líderes foi realizada em junho de 2018, as partes reafirmaram seu compromisso com a desnuclearização da península coreana.

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Na terça-feira, funcionários da inteligência dos EUA, em uma audiência no Senado, romperam com Trump em suas avaliações das ameaças representadas pela Coreia do Norte e outras nações.

Venezuela e muro

O presidente estadunidense ainda falou sobre a situação no Afeganistão, destacando que as negociações seguem em andamento. "A luta continua, mas o povo do Afeganistão quer a paz nesta guerra sem fim. Em breve veremos se as conversas serão bem sucedidas? [...]Negociação está prosseguindo bem no Afeganistão depois de 18 anos de luta", redigiu.

Em outro tweet da série desta manhã, Trump pediu que cidadãos dos EUA não viagem para a Venezuela.

"Maduro disposto a negociar com a oposição na Venezuela após as sanções dos EUA e o corte das receitas do petróleo. Guaido está sendo alvo da Suprema Corte venezuelana. Protesto maciço esperado hoje. Os americanos não devem viajar para a Venezuela até novo aviso", advertiu.

Sobrou tempo para o líder norte-americano reforçar o seu pedido pelo polêmico muro na fronteira com o México.

"Se o comitê de republicanos e democratas agora se reunindo em segurança de fronteira não está discutindo ou contemplando um muro ou barreira física, eles estão perdendo seu tempo!", concluiu.

A insistência no muro levou a um confronto com os democratas que causou a paralisação parcial do governo por 35 dias. Na sexta-feira, Trump aceitou um acordo para reabrir temporariamente o governo enquanto os negociadores elaboram um projeto de segurança na fronteira.

Os democratas são veementemente contra o muro, um termo que Trump aparentemente parou de usar. Na terça-feira, o líder da minoria republicana na Câmara, Kevin McCarthy, insinuou que "barreira" é "o mesmo" que uma parede. Os negociadores têm até 15 de fevereiro para chegar a um acordo.

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