Após 25 anos, Israel barra presença de observadores internacionais em Hebron

© REUTERS / Mussa QawasmaManifestantes palestinos entram em confronto com soldados israelenses em Hebron, na Cisjordânia
Manifestantes palestinos entram em confronto com soldados israelenses em Hebron, na Cisjordânia - Sputnik Brasil
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O primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu se recusou a permitir que observadores internacionais continuem sua missão em Hebron, onde eles estão presentes desde o aumento das tensões entre israelenses e palestinos nos anos 1990.

"Não permitiremos que uma força internacional aja contra nós", declarou Netanyahu.

Composta por 64 membros, a Presença Temporária Internacional em Hebron (TIPH) tem observado as condições sob as quais os palestinos vivem desde 1994, quando 29 palestinos foram mortos no massacre da Caverna dos Patriarcas.

A equipe da TIPH sempre relatou incidentes de conflito, mas não interferia.

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A cidade de Hebron, na Cisjordânia, tem uma maioria palestina, mas é parcialmente controlada pelos militares israelenses, que foram colocados ali para proteger os colonos em 1997. As ações das tropas israelenses que realizam buscas na população palestina nos pontos de checagem são frequentemente criticadas.

Houve uma pressão crescente de políticos e colonos de direita para expulsar os observadores internacionais da área. O ministro da Segurança Pública, Gilad Erdan, acusou a TIPH de interferir no trabalho das Forças de Defesa de Israel (IDF) e criar atritos com os colonos, de acordo com o jornal Jerusalem Post.

A presença da TIPH que foi composta e financiada pela Itália, Noruega, Suécia, Suíça e Turquia e é baseada em um acordo bilateral entre Israel e a Autoridade Palestina, renovada duas vezes por ano.

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