Saúde mental nos EUA é afetada por estresse causado por Trump, aponta estudo

© AFP 2022 / SAUL LOEBPresidente dos EUA, Donald Trump
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Segundo o estudo anual elaborado pela Associação Psicológica americana “Stress in America”, o estresse gerado por Trump é um fenômeno real para muitos americanos.

O estudo publicado em 2017 envolveu aproximadamente 3.400 adultos, sendo que 63% deles viam o futuro dos EUA como uma "significativa fonte de estresse", enquanto 56% declararam estar "estressados pelo atual clima político" do país.

Contudo, o novo estudo realizado em 2018 revela um agravamento desta tendência: o número de americanos que veem o futuro do país como uma fonte de estresse aumentou para mais de 69%, enquanto o número de pessoas que consideram a atual situação política como uma fonte de estresse subiu para 62%.

"Violência, separação familiar e assédio sexual dominaram as notícias no ano passado […]", aponta o estudo, que constata que os jovens e adolescentes entre 15 e 21 anos estão falando mais sobre estes problemas, o que permite avaliar o nível de estresse entre eles.

"Os resultados do nosso estudo de 2018 mostram que o assédio sexual, violência armada, são pontos de estresse significativos para a Geração Z (jovens de 15 a 21 anos). Os jovens adultos americanos têm mais tendência a referir saúde mental ruim que as gerações anteriores, e esta geração também é a que tem mais tendência a procurar ajuda profissional para problemas de saúde mental".

O estresse relacionado ao futuro da América pode ser classificado como "Distúrbio de Ansiedade de Trump", no qual os sintomas "eram específicos da eleição de Trump e do imprevisível clima sociopolítico resultante", declarou a psicóloga Jennifer Panning.

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O estudo realizado em 2018, publicado pelo jornal GLBT Family Studies, revela que há um "nível mais alto de estresse relacionado à orientação sexual, às experiências diárias de assédio e descriminação, mais sintomas de depressão e ansiedade" como resultado da vitória inesperada de Trump em 2016.

Os estudos também apontam que os jovens que tinham uma percepção negativa da capacidade de Trump de assumir a presidência e/ou faziam parte de um grupo social não dominante (mulheres, jovens adultos de minorias étnico-raciais) relataram maiores sinais de estresse antes e na noite das eleições.

Já após as eleições, foi observada uma "melhora" geral no humor. Entretanto, os indicadores de cortisol diurno sugerem que houve um aumento no estresse biológico entre alguns grupos, mostrando que as pessoas respondem de formas diferentes ao estresse político.

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