Jordânia recusa controlar base americana após saída dos EUA da Síria, diz chanceler

CC0 / Sargento Jacob Connor / 5º Grupo de Forças Especiais (Airborne)Membros das Forças Especiais dos EUA realizando treinamento durante operações contra grupo Daesh no sul da Síria
Membros das Forças Especiais dos EUA realizando treinamento durante operações contra grupo Daesh no sul da Síria - Sputnik Brasil
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O chanceler jordaniano Ayman Safadi disse que seu país não assumirá ou monitorará a base militar americana de Al-Tanf, localizada na fronteira entre a Síria e a Jordânia, pelo fato da instalação estar fora do território jordaniano.

"Não, a área de Al-Tanf pertence à Síria", respondeu Safadi em entrevista à Sputnik, quando perguntado se era possível que a base fosse entregue à Jordânia após a retirada das tropas americanas.

O ministro das Relações Exteriores da Jordânia destacou que seu país espera que os Estados realizem conversações trilaterais a fim de tomar as medidas necessárias para garantir a segurança na área.

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"A Jordânia protegerá suas fronteiras, mas não atravessará o território sírio. O que esperamos é ter novamente uma conversa trilateral que estabeleça acordos que garantam a segurança do outro lado da fronteira", acrescentou o ministro.

Quando perguntado se a Jordânia poderia ser convidada a monitorar a base militar após a saída das tropas dos EUA, Safadi também negou.

"Al-Tanf está do outro lado da fronteira jordaniana. Como eu disse, a Jordânia não vai atravessar sua fronteira. Tomaremos todas as medidas para proteger nossa segurança. Eliminaremos qualquer ameaça à nossa segurança. Mas os acordos sobre o outro lado da fronteira após a saída [dos EUA] terão que ser negociados por todas as partes, e eles têm que garantir a segurança na área", acrescentou.

Já em relação ao campo de refugiados de Rukban, localizado na fronteira sírio-jordaniana, a Jordânia espera que o comboio humanitário da ONU chegue ao acampamento e que as negociações sobre seu desmantelamento com os EUA e a Rússia continuem, para que o as pessoas deslocadas da área possam retornar para suas casas.

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Além disso, o ministro também afirma que o campo de refugiados "é uma ameaça à segurança nacional da Jordânia. As operações terroristas que foram planejadas em Rukban e executadas fora do campo mataram soldados jordanianos no passado".

Quanto às relações sírio-jordanianas, Safadi acredita que a nomeação de um encarregado de negócios para a missão diplomática da Jordânia em Damasco é um passo em linha com os esforços do país para pôr fim à crise síria.

"Sempre dissemos que deve haver um papel árabe nos esforços para trazer uma solução política para a crise [síria]. Ter um chefe de missão adjunto em Damasco é consistente com esta posição. Queremos que a crise na Síria termine e continuaremos a fazer tudo o que pudermos para ajudar a alcançar isso. Acabar com a crise é do interesse de todos", disse o chanceler.

Safadi também observou que Amã nunca fechou sua missão diplomática na capital síria apesar do conflito, mas teve que fechar temporariamente a fronteira com a Síria, apenas quando Damasco perdeu o controle sobre ela.

No dia 22 de janeiro, um porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Jordânia anunciou que Amã havia nomeado um diplomata para sua embaixada em Damasco, capital onde a Jordânia não tinha embaixador desde 2012. Ambos os países, no entanto, mantiveram suas missões diplomáticas abertas durante toda a guerra.

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