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Russos, brasileiros e judeus se reúnem para lembrar a Segunda Guerra Mundial

© SputnikCerimônia no Monumento Nacional aos Mortos da Segunda Guerra Mundial.
Cerimônia no Monumento Nacional aos Mortos da Segunda Guerra Mundial. - Sputnik Brasil
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O Exército Nazista cercou a cidade de Leningrado (atual São Petersburgo) para deixar sua população morrer sem comida, em 1942. Abatidos pela falta de alimentos, os pais de Eduard Ishakewitsch não resistiram - e ele só sobreviveu porque sua tia o resgatou.

Ishakewitsch participou neste domingo (27) de cerimônia no Monumento Nacional aos Mortos da Segunda Guerra Mundial. O evento comemorou o Dia Internacional em Memória das Vítimas do Holocausto, o aniversário de 75 anos da participação brasileira na Segunda Guerra Mundial e o aniversário de 75 anos do fim do cerco a Leningrado.

"As datas são todas ligadas e fazem parte de toda a humanidade. Elas dizem respeito a luta dos povos contra o nazifascismo", afirmou o embaixador russo no Brasil, Sergey Pogóssovitch Akopov.

"Se a gente não vigiar, o passado volta. E o que a gente está fazendo aqui hoje é vigiar", afirmou à Sputnik Brasil Marcelo Crivella (PRB), prefeito do Rio de janeiro.

Jair Bolsonaro (PSL) mandou um WhatsApp. Internado em São Paulo para realizar a cirurgia de retirada de sua bolsa de colostomia, o presidente enviou um vídeo que teve seu áudio reproduzido pela organização do evento. Na mensagem, Bolsonaro saudou a comunidade judaica e afirmou que "os brasileiros são amantes da liberdade".

Mais de 25 mil militares brasileiros participaram do maior conflito armado do século XX — e 471 homens morreram em combate.

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Também presente na cerimônia, o governador do Rio, Wilson Witzel (PSC), afirmou que o "narcoterrorismo" é "uma forma de nazismo".

"Essa é uma forma de nazismo, é uma forma de se impor através da força, fazendo várias pessoas serem submetidas ao terror", disse Witzel à Sputnik Brasil.

Em seu discurso, Witzel comparou os militares da Força Expedicionária Brasileira (FEB), que lutaram pelo Brasil na Segunda Guerra Mundial, com os policiais militares que trabalham na segurança pública do Rio de Janeiro.

© SputnikEmbaixador russo no Brasil, Sergey Pogóssovitch Akopov, e o sobrevivente do cerco de Leningrado, Eduard Ishakewitsch.
Embaixador russo no Brasil, Sergey Pogóssovitch Akopov, e o sobrevivente do cerco de Leningrado, Eduard Ishakewitsch. - Sputnik Brasil
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Embaixador russo no Brasil, Sergey Pogóssovitch Akopov, e o sobrevivente do cerco de Leningrado, Eduard Ishakewitsch.
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Cerimônia no Monumento Nacional aos Mortos da Segunda Guerra Mundial.
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Embaixador russo no Brasil, Sergey Pogóssovitch Akopov, e o sobrevivente do cerco de Leningrado, Eduard Ishakewitsch.
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Cerimônia no Monumento Nacional aos Mortos da Segunda Guerra Mundial.

O sobrevivente do cerco de Leningrado diz que o otimismo criado após o fim da Segunda Guerra Mundial não se concretizou.

"Depois que a guerra acabou, pareceu que tudo iria virar uma maravilha. Fizeram-se acordos, foi criado um país novo [Israel], foram criados os direitos humanos porque pensaram que com eles as pessoas teriam uma liberdade maior, que ninguém seria subjugado. Mas quanto mais tempo passa, em alguns lugares, as coisas estão acontecendo ao contrário", diz Ishakewitsch.

As estimativas variam, mas cerca de 50 milhões de pessoas foram assassinadas durante a Segunda Guerra Mundial. 

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