'Imagine se fosse nos EUA': Medvedev critica apoio da Casa Branca a Guaidó na Venezuela

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O primeiro-ministro da Rússia, Dmitry Medvedev, durante encontro em 2017. - Sputnik Brasil
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Ninguém tem direito de tirar, através de métodos ilegais, um presidente eleito de forma legítima, disse nesta quarta-feira (24) o primeiro-ministro da Rússia, Dmitry Medvedev, sobre a atual crise política na Venezuela. Ele ainda criticou a postura de alguns países contra Nicolás Maduro e questionou como seria a reação se o mesmo ocorresse nos EUA.

"Ninguém tem o direito de, ilegalmente, remover do poder um chefe de Estado que recentemente venceu a eleições", disse Medvedev através de sua conta oficial no Twitter.

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​Em outras declarações na rede social, Medvedev acrescentou ao raciocínio que o que se passa na Venezuela é uma espécie de "golpe" e que Maduro foi eleito de forma constitucional.

"Estamos testemunhando mais um chefe de Estado constitucionalmente 'eleito' pelo povo nas ruas, e um grupo de chefes de Estados apoiam esse quase golpe governamental", disse.

Por fim, o primeiro-ministro russo ainda faz um paralelo com um exemplo hipotético:

"Como o povo norte-americano responderia, por exemplo, se o a líder da Câmara dos Representantes [câmara baixa do Congresso do EUA] se autoproclamasse a nova presidente contra o paralisação do governo? Mas quando acontece em outro lugar é visto como prática comum", conclui.

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Nos últimos dias, a Venezuela testemunhou protestos de massa contra o governo. Na quinta-feira (24), a Assembleia Nacional venezuelana, controlada pela oposição do país, adotou uma medida chamando o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, de 'usurpador'.

Ao mesmo tempo, milhares de apoiadores cercaram o Palácio de Miraflores, residência oficial do presidente, para manifestar apoio ao presidente Maduro, o que foi transmitido ao vivo pela emissora Telesur.

Na quarta-feira (23), o líder venezuelano da oposição, Juan Guaidó, autoproclamou-se o presidente interino da Venezuela durante uma manifestação que reuniu milhares de pessoas em Caracas. Alguns países reconheceram sua autoproclamação, incluindo os EUA, o Brasil e o Canadá.

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