Voo MH370: investigadores expõem série de erros que atrasaram buscas do avião

© AP Photo / Rob GriffithOficial durante busca pelo avião do voo MH370, da companhia aérea Malaysia Airlines, no sul do oceano Índico, 22 de março de 2014 (imagem de arquivo)
Oficial durante busca pelo avião do voo MH370, da companhia aérea Malaysia Airlines, no sul do oceano Índico, 22 de março de 2014 (imagem de arquivo) - Sputnik Brasil
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O desaparecimento do Boeing 777 da Malásia, que voava de Kuala Lumpur para Pequim com 239 pessoas a bordo no dia 8 de março de 2014, alimentou várias teorias conspiratórias.

Algumas opiniões sugerem que a aeronave foi abatida ou interceptada, enquanto outras pessoas alegam que o avião foi lançado ao oceano pelo piloto para cometer suicídio.

O jornal The Daily Express, citando o documentário "MH370: Lost", escreve que o grupo de investigadores australianos Four Corners encontrou numerosos erros da companhia aérea.

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O grupo destacou as diferenças entre a análise posterior dos dados de satélites e de radares e as informações que a empresa transmitiu ao controle de tráfego logo após o desaparecimento do avião.

Os radares revelaram que o avião havia mudado de rota e voou de regresso atravessando a Malásia em direção ao sul do oceano Índico.

Depois do último check-in do Boeing feito às 1h19 de 8 de março, um funcionário da companhia informou que o avião estava no espaço aéreo do Camboja. A empresa confirmou que o MH370 estava no espaço aéreo cambojano 13 minutos depois, às 2h15 da madrugada, e novamente às 2h35 da madrugada, dando as coordenadas.

"A Malaysia Airlines não apenas divulgou informações enganosas, mas também fez isso antes mesmo de tentar entrar em contato com o MH370. Eles não fizeram a primeira tentativa até às 2h39", revelou a Four Corners, dizendo que se considerou que a aeronave desaparecida estaria no espaço aéreo cambojano até às 3h30 da manhã, quando foi emitida uma correção.

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"O Centro de Operações da Malaysia Airlines informou ao Centro de Controle de Tráfego Aéreo de Kuala Lumpur que as informações do rastreador de voo se baseavam na projeção do voo e não eram confiáveis para o posicionamento da aeronave. Mais duas horas se passaram até que Kuala Lumpur ativou o sistema de Busca e Salvamento Aeronáutico", afirmou a equipe.

Após o misterioso desaparecimento, uma busca submarina foi realizada sem resultados, embora pedaços dos escombros do Boeing tenham sido encontrados na costa de Madagascar e da Austrália.

O governo da Malásia abandonou a busca em maio de 2018, reconhecendo que não sabe o paradeiro do Boeing. Contudo, entusiastas da busca ainda tentam rastrear os destroços do avião e descobrir a cadeia de eventos que levaram ao trágico desaparecimento.

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