Teoria da conspiração sobre nazista braço direito de Hitler é desmentida (FOTOS)

CC BY-SA 3.0 / Bundesarchiv / Olympische Winterspiele.- EröffnungRudolf Hess, Henri de Baillet-Latour e Adolf Hitler
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Após um estudo de mais de 40 anos, pesquisadores conseguiram desvendar uma teoria da conspiração de 70 anos envolvendo um oficial alemão, considerado o braço direito de Hitler.

Uma equipe de pesquisadores, liderada pelo professor Jan Cemper-Kiesslich da Universidade de Salzburgo na Áustria, refutou a famosa teoria da conspiração envolvendo por décadas Rudolf Hess, importante pessoa da Alemanha nazista.

​Rudolf Hess, braço direito de Hitler, não foi substituído por um sósia: Teoria da Conspiração sobre sósia de Rudolf Hess na prisão de Spandau é finalmente desmentida pelo DNA.

A teoria foi desmentida depois de um exame de DNA. Ao comparar as amostras de sangue do preso designado como "Número 7 de [prisão] Spandau" e de seu parente, foi concluído que quem estava na prisão era realmente o político e militar nazista, segundo a revista New Scientist.

© AP PhotoAdolf Hitler e Rudolf Hess durante parada militar em Berlim, em 1938
Adolf Hitler e Rudolf Hess durante parada militar em Berlim, em 1938 - Sputnik Brasil
Adolf Hitler e Rudolf Hess durante parada militar em Berlim, em 1938

Hess era considerado o braço direito de Hitler e foi julgado em Nuremberg, sendo condenado à prisão perpétua em 1946. Após a condenação, Hess foi para a prisão Spandau, onde permaneceu até supostamente cometer suicídio, em 1987. Ele foi o único preso de Spandau por mais de 20 anos.

Os rumores de que Hess havia sido substituído por um dublê surgiram antes de sua chegada à prisão. O médico britânico que trabalhava na prisão, W. Hugh Thomas, e o ex-presidente americano, Franklin Roosevelt, acreditavam nessa teoria.

Os restos mortais de Hess foram cremados em 2011, entretanto, para o estudo, os pesquisadores utilizaram uma amostra de sangue do preso "Número 7 de Spandau" em 1982, sendo lacrada hermeticamente.

© Foto / Public domain/Charles Alexander, Office of the United States Chief of Counsel, Harry S. Truman Library & MuseumRudolf Hess, ao centro, durante seu julgamento por crime de guerra, em Nuremberga
Rudolf Hess, ao centro, durante seu julgamento por crime de guerra, em Nuremberga - Sputnik Brasil
Rudolf Hess, ao centro, durante seu julgamento por crime de guerra, em Nuremberga

Para confirmar o caso, os pesquisadores compararam a amostra do prisioneiro com a de um parente distante do sexo masculino.

O resultado demonstrou que há mais de 99,9% de probabilidade de que a amostra de sangue seja de um familiar próximo de Hess, apoiando a hipótese de que "o prisioneiro Número 7 de Spandau era de fato, Rudolf Hess", afirmam pesquisadores.

"Eles obtiveram um resultado perfeito com o cromossomo Y e um parente do sexo masculino de Hess. Se essa pessoa não tivesse ligações, você não obteria aquele resultado, então, com base nesse ponto de vista, isso é um bom sinal", afirmou Turi King, um geneticista da Universidade de Leicester.

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