Em que resultaria plano norte-americano de atacar Irã?

© Fotolia / Borna_MirVista de Teerã, capital iraniana
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A edição norte-americana The Wall Street Journal (WSJ), citando ex-políticos e políticos em função em condições de anonimato, comunicou que Conselho de Segurança Nacional dos EUA, chefiado pelo conselheiro do presidente John Bolton, se dirigiu ao Pentágono com um pedido para elaborar várias variantes de um ataque contra o Irã.

O pretexto para tal pedido foi o ataque com morteiros em setembro do ano passado contra o bairro diplomático de Bagdá, onde está a embaixada dos EUA, por um grupo pró-iraniano. Passados dois dias, um incidente semelhante teve lugar noutra cidade iraquiana, em Baçorá, onde há um consulado norte-americano. Não houve vítimas ou danos materiais. Uma alta responsável dos EUA chamou essas ações de "atos de guerra" e apelou a uma resposta simétrica.

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Depois de uma série de reuniões da equipe de Segurança Nacional do presidente dos EUA, John Bolton pediu ao Pentágono para apresentar variantes de um ataque ao Irã.

Porém, os altos funcionários dos EUA não confirmaram a informação da WSJ. O porta-voz do Conselho de Segurança Nacional, Garrett Marquis, não deu uma resposta definida sobre um possível ataque, declarando apenas que estão sendo consideradas várias medidas para garantir a segurança dos EUA.

O especialista iraniano em política internacional, Mojtaba Jelalzadeh, explicou à Sputnik Persa que variantes são possíveis para os EUA, ataques aéreos, invasão terrestre ou batalha naval no golfo Pérsico, e até que ponto um cenário militar é admissível nesta situação.

"Ao analisar essas propostas nós devemos considerar as premissas e o papel de certas pessoas no rumo da política externa dos EUA. Com o aparecimento de Donald Trump nós somos testemunhas do regresso de uma atitude unilateral na política externa dos EUA", comentou o analista, acrescentando que as pessoas que estão no poder agora, tais como Bolton, têm uma atitude hostil em relação ao Irã.

De fato, o papel dos neoconservadores ou republicanos de direita nos EUA consiste em recuperar o poderio do país através de ações militares, porém a elite governante norte-americana não aceitaria tal cenário, é apenas uma pressão psicológica, segundo Mojtaba Jelalzadeh.

"Na opinião da cúpula dirigente, os Estados Unidos saúdam as ações militares nos países que não são seus aliados. Mas na prática surgem as questões de até que ponto eles são capazes de realizar essas ações. Será que a opinião pública interna e internacional os apoiará? Por quanto tempo a América é capaz de suportar uma guerra? É óbvio que um ataque militar contra um país tão estável como o Irã levaria a consequências em uma região do Oriente Médio em crise", declarou ele.

Vale destacar que a dimensão das Forças Armadas regulares do Irã é de 540-900 mil efetivos, sendo desconhecido seu número exato por causa do caráter confidencial de tais dados.

Na doutrina de defesa do país um papel importante é atribuído às milícias Basij, que visam organizar a defesa do território do país e consistem de batalhões Ashura (masculinos) e Al-Zahra (femininos) com umas 400 pessoas cada um. Agora no país existem 2.500 de tais batalhões, ou seja, 1 milhão de combatentes milicianos bem preparados do ponto de vista militar e ideológico. No total o sistema Basij integra 12 milhões de iranianos.

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Quanto ao plano de defesa em caso de possíveis conflitos militares, o especialista iraniano comentou que o Irã possui certamente o seu potencial de defesa e elaborou um plano e uma estratégia defensiva.

"É absolutamente incorreto falar que o Irã não conseguiria resistir a um possível ataque. No entanto, também é errado pensar que Teerã alcançaria uma vitória fácil. Durante os 40 anos da sua existência a República Islâmica do Irã recuperou o seu poderio militar com ajuda de tecnologias nacionais ou da importação de tecnologias de outros países", explicou.

Segundo o analista, é necessário levar em consideração duas circunstâncias. Primeiro, não haverá nenhum ataque breve e sem resposta. Se acontecer um conflito militar, ele será de longo prazo. Segundo, de acordo com os políticos iranianos, as chamas dessa guerra também atingiriam outros países do Oriente Médio.

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