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China e commodities respondem pelo aumento das exportações brasileiras

© AFP 2022 / FRED DUFOURBrasil fará parte do banco chinês de desenvolvimento
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A balança comercial brasileira apresentou um superávit de US$ 58,7 bilhões puxada pelas exportações de matérias primas e comércio bilateral com a China.

Esse resultado foi inferior ao do ano de 2017, US$ 67 bilhões, mas o segundo maior valor na série histórica da balança, informou o Indicador de Comércio Exterior (Icomex) de janeiro divulgado nesta quinta-feira pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre-FGV).

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"A China atingiu a sua maior participação como destino das exportações brasileiras, 26,8%, o que resultou numa diferença de mais de 10 pontos percentuais em relação ao segundo parceiro os Estados Unidos, responsável por 12% das vendas externas do Brasil. O terceiro principal parceiro, a Argentina, reduziu a sua participação de 8,1% para 6,2% entre 2017 e 2018", revelou o estudo.

Soja em grão, petróleo bruto e o minério de ferro explicam 82% das exportações brasileiras para a China, sendo a participação de cada um dos produtos de 43%, 22% e 17%, respectivamente.

O estudo destacou as "turbulências" vividas em 2018, em função das eleições e das situação internacional "conturbada", refletindo a guerra comercial entre os EUA e a China, mas demonstrou otimismo para 2019. 

"Para 2019, num primeiro momento, há expectativas otimistas quanto à melhora na economia argentina, o que poderá favorecer as exportações", destacou o documento.

No entanto, as incertezas sobre a implementação de uma reforma tarifária trazem dúvidas. 

"Além disso, anúncios de possíveis novos acordos e/ou revisões dos acordos existentes (Mercosul) e na agenda de relações bilaterais (China e Estados Unidos) poderão impactar os resultados da balança comercial", concluiu a pesquisa. 

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