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Chancelaria da Venezuela: EUA usam outros países para desestabilizar democracia no país

© REUTERS / Miraflores PalaceNicolás Maduro, presidente de Venezuela
Nicolás Maduro, presidente de Venezuela - Sputnik Brasil
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O Ministério das Relações Exteriores venezuelano declarou que os EUA utilizam países da região para atacar e desestabilizar as instituições e a democracia nessa nação.

O anúncio foi divulgado através de um comunicado no site oficial da chancelaria do país.

"O Governo da República da Venezuela considera necessário tornar do conhecimento do povo venezuelano e da comunidade internacional que se continua o ataque de um grupo governos satélites, subordinados aos planos imperialistas estadunidenses, que alimentam o objetivo obsessivo de pôr em marcha um cenário desestabilizador contra a legítima institucionalidade democrática venezuelana", diz o comunicado da chancelaria.

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No texto, o executivo repudia que os governos da Argentina, Brasil, Canadá, Chile, Colômbia, Costa Rica, Guatemala, Honduras, Panamá, Paraguai e Peru emitam declarações e comunicados contra as instituições do país.

"Além do absurdo desse procedimento e da sua insólita falta de rigor e adesão ao direito internacional, é um objeto de preocupação que esses comportamentos hesitantes sejam a resposta às repreensões recebidas do governo dos Estados Unidos por terem oferecido a retificação exigida pelo presidente constitucional da República Bolivariana da Venezuela, Nicolás Maduro Moros ", acrescenta o Ministério das Relações Exteriores.

Da mesma forma, o governo de Maduro disse que continuará a avaliar as ações dos países que se manifestaram contra a Venezuela para tomar decisões que garantam a proteção do "Estado e suas instituições".

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Até o momento, 19 países da região se pronunciaram contra o segundo mandato de governação de Maduro, que começou em 10 de janeiro.

Além disso, esses países qualificam o presidente Maduro como "usurpador", pois afirmam que ele foi eleito de maneira "fraudulenta".

As autoridades venezuelanas, por sua vez, destacaram a legitimidade destas eleições, nas quais Maduro foi reeleito com 68% dos votos e uma participação de 48%.

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