General iraniano: Israel deve ser 'aniquilado e destruído'

© AP Photo / Amir KholousiLançamento de um míssil balístico pelo Irã
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O brigadeiro-general Mohammad Reza Naqdi disse em entrevista à rede de televisão iraquiana Al-Nujab que o Irã poderia facilmente derrotar a Arábia Saudita e ameaçou invadir bases militares norte-americanas no Oriente Médio.

Naqdi, que é subcomandante do Corpo de Guardiões da Revolução Islâmica (IRGC) e já foi chefe da milícia Basij, acrescentou que a "revolução islâmica no Irã não recuará" do objetivo de trazer derrota para Israel.

"Nós éramos, nós somos, e continuaremos sendo os soldados do Imam Khamenei até o nosso último suspiro e até a última gota do nosso sangue. Eu mesmo vou içar a bandeira da Revolução Islâmica em Jerusalém", afirmou o general.

Ele também ressaltou que não há dúvidas de que Israel deve ser "aniquilado e destruído", acrescentando que nenhum país, inclusive a Rússia, pode intermediar.

Além disso, Naqdi descartou a possibilidade de um ataque dos EUA no Irã.

"Os EUA não vão lançar uma guerra contra o Irã. Se isso acontecer – uma possibilidade que descarto, destruiremos todas as suas bases militares na região", expressou ao entrevistador. 

O general classificou as capacidades militares da Arábia Saudita como "muito irrisórias", afirmando que o país é incapaz de controlar até mesmo sua fronteira nacional. 

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"Eu acredito que a Arábia Saudita é muito mais fraca do que você imagina. Se dermos a ordem a uma divisão em qualquer uma das nossas 30 províncias, seria possível derrotar e destruir a Arábia Saudita. É verdade que a Arábia Saudita tem muitas armas avançadas, mas não pode enfrentar um exército como o do Irã", frisou. 

No dia 9 de janeiro, o líder supremo iraniano aiatolá Ali Khamenei disse que as sanções norte-americanas estão pressionando o Irã e seu povo, acrescentando no seu site pessoal que "o Irã vai superar as sanções, dar tapas na cara dos EUA novamente". 

O secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo, em visita ao Iraque, declarou que os EUA dobrariam os esforços comerciais e diplomáticos nas próximas semanas para "exercer uma pressão real sobre o Irã", segundo o The Times of Israel.

Os EUA se retiraram do Plano de Ação Conjunto Global (JCPOA), conhecido como o acordo nuclear do Irã, em maio de 2018. Depois disso, Washington optou por reimpor uma série de sanções contra Teerã, que tinham sido suspensas em conformidade com o acordo. O primeiro pacote de restrições comerciais impostas entrou em vigor em agosto. Mais tarde, no início de novembro, Washington ampliou as sanções com o objetivo de prejudicar setores centrais da economia iraniana.

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