FOTO mostra últimos momentos de estrela sendo 'devorada' por buraco negro

© AFP 2022 / EUROPEAN SOUTHERN OBSERVATORYSercanias do grande buraco negro, no coração da galáxia ativa NGC 3783, na constelação sulina do Centauro (imagem referencial)
Sercanias do grande buraco negro, no coração da galáxia ativa NGC 3783, na constelação sulina do Centauro (imagem referencial) - Sputnik Brasil
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Astrônomos registraram o momento em que um buraco negro “devorou” uma estrela, durante um sinal de raios X muito brilhante emitido pelos restos estrelares, com a ajuda do telescópio XXM-Newton da Agência Espacial Europeia (ESA).

A ESA informou que, através desses dados, foi possível estimar que a velocidade de rotação do buraco negro é de mais de 50% da velocidade da luz. A descoberta foi publicada pela revista Science no dia 9 de janeiro.

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O telescópio usado na descoberta, por ser muito sensível a sinais de raios X, foi utilizado para analisar um evento chamado ASASSN-14li, que é associado a um buraco negro com massa que excede um milhão de vezes a massa do Sol.

A imensa gravidade dos buracos negros pode desintegrar uma estrela que se aproximar demais e, enquanto os restos desses corpos celestes descem em espiral na direção ao buraco que os destruiu, eles emitem raios X com grande intensidade após o aquecimento.

Durante o processo de "comilança", astrônomos têm uma janela de oportunidade para estudar algumas características fundamentais do buraco negro, como sua massa e sua velocidade de rotação.

© Foto / ESA/XMM-NewtonTelescópio XMM-Newton, da Agência Espacial Europeia (ESA), mostra momento em que estrela se desintegra
Telescópio XMM-Newton, da Agência Espacial Europeia (ESA), mostra momento em que estrela se desintegra - Sputnik Brasil
Telescópio XMM-Newton, da Agência Espacial Europeia (ESA), mostra momento em que estrela se desintegra

"Trata-se de uma descoberta excepcional", já que "nunca foi visto um sinal estável por tanto tempo perto de um buraco negro", disse a coautora do estudo, Alessia Franchini, da Universidade de Milão (Itália), adicionando que "o sinal vem de um lugar muito próximo do horizonte de eventos" do buraco negro, o ponto além do qual não é possível observar nada, "porque a gravidade é tão forte que nem a luz pode escapar".

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