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Nova estrutura do Itamaraty pode mudar o futuro das relações exteriores do Brasil?

© ReproduçãoO presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) posa ao lado de seu futuro ministro das Relações Exteriores, o embaixador Ernesto Araújo.
O presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) posa ao lado de seu futuro ministro das Relações Exteriores, o embaixador Ernesto Araújo. - Sputnik Brasil
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O Governo federal publicou um decreto que reformulando a estrutura do Itamaraty, refletindo a prioridade que o governo dará às relações bilaterais. A Sputnik Brasil conversou com o presidente do Conselho Empresarial Brasil-China, Luiz Augusto de Castro Neves sobre o impacto que essas mudanças podem ter para a diplomacia brasileira.

O novo governo brasileiro realizou sigificativas mudanças no Ministério das Relações Exteriores, como a criação da Secretaria de Assuntos de Soberania Nacional e Cidadania e de um departamento exclusivo para Estados Unidos e China. 

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Ao comentar a nova estrutura do Itamaraty, anunciada pelo chanceler Ernesto Araújo, o presidente do Conselho Empresarial Brasil-China, Luiz Augusto de Castro Neves, disse em entrevista à Sputnik Brasil que tais alterações não alteram muito a substância do corpo diplomático brasileiro. 

"Não altera a substância. Altera apenas a maneria de dividir os trabalhos da secretaria do Estado", observou.  

Ao falar sobre a criação da secretaria de Assuntos de Soberania Nacional e Cidadania, que vai tratar de temas como cooperação jurídica e internacional, políticas migratórias, desarmamento, meio ambiente, direitos humanos, entre outros, o diplomata observou que tais divisões já existiam, sendo apenas reagrupadas. 

"Se você reparar como é que essa secretaria está dividida, em diversos departamentos consulares jurídicos, etc., vai verificar que tudo isto já existia no passado. Eles fizeram um reagrupamento e criaram um nome novo pra secretaria. A substância do Itamaraty continua trabalhando com assuntos como proteção do direito dos brasileiros no exterior, assuntos consulares, assuntos relativos à fronteira, relativos à segurança", afirmou.

Em relação à decisão de criar departamentos exclusivos para tratar dos EUA e a China, o diplomata observou que as novas divisões do Ministério das Relações Exteriores "transmitem as novas prioridades, mas a essência continua mais ou menos a mesma". 

"Isso na verdade reflete as prioridades brasileiras, e reflete a realidade do mundo de hoje. As duas grandes economias, as duas grandes nações em termo de poder, são EUA e China. A China, por seu turno, é o nosso maior parceiro comercial, quem mais compra coisas do Brasil e que mais vende coisas do Brasil. Além disso, a China hoje em termos de fluxo, é o maior investidor estrangeiro no Brasil", completou o diplomata. 

Além disso, o novo decreto substituiu as nove subsecretarias temáticas que existiam até então por seis secretarias. Os órgãos relacionados às regiões do planeta, como Ásia, Oceania e Rússia, Américas e Oriente Médio, Europa e África, terão como denominação "secretaria de negociações bilaterais". 

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