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Parlamentares dos EUA pedem explicações a Pompeo sobre ações de Bolsonaro

© Foto / Marcos Corrêa/PRJair Bolsonaro ao lado de Mike Pompeo, secretário de Estado dos EUA, após a posse do presidente brasileiro em Brasília
Jair Bolsonaro ao lado de Mike Pompeo, secretário de Estado dos EUA, após a posse do presidente brasileiro em Brasília - Sputnik Brasil
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Parlamentares que comandam o Comitê de Relações Exteriores da Câmara de Deputados dos EUA enviaram uma carta ao Departamento de Estado questionando a visita do secretário Mike Pompeo ao presidente Jair Bolsonaro, questionando ações contra os direitos humanos no Brasil.

Pompeo foi o nome indicado pelo presidente estadunidense Donald Trump para representar os EUA na posse de Bolsonaro, em Brasília. Houve um encontro posterior entre as suas autoridades, no qual os dois países se comprometeram a trabalhar juntos em várias questões.

Encabeçada pelo deputado democrata Eliot L. Engel, a carta questiona uma das falas de Pompeo, relembrando o passado de declarações polêmicas de Bolsonaro.

"Ficamos intrigados com o fato de que, após a reunião com o Presidente Bolsonaro, uma leitura do Departamento de Estado explicou que você 'reafirmou a forte parceria EUA-Brasil, enraizada em nosso compromisso comum com democracia, educação, prosperidade, segurança e direitos humanos'. Não está claro se o Presidente Bolsonaro compartilha esses valores. Se a administração Trump está de fato comprometida com essa parceria, sugerimos fortemente que você não encare o comportamento de Bolsonaro, mas levantará objeções públicas e privadas a essas ações recentes", diz o documento.

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"Em 2013, o presidente Bolsonaro declarou que estava 'orgulhoso de ser homofóbico' e 'preferia ter um filho que é viciado do que um filho que é gay'. Dois anos antes, ele disse que 'preferiria que seu filho morresse acidente de carro do que ser gay'. Infelizmente, o antagonismo do Presidente Bolsonaro em relação à comunidade LGBT estava em plena exibição em suas primeiras horas no cargo quando ele excluiu indivíduos LGBT daqueles grupos que seriam protegidos por um novo Ministério dos Direitos Humanos”, continuou.

Os deputados da comissão ainda questionam a medida de transferir a Fundação Nacional do Índio (Funai) para o Ministério da Agricultura, o que 'provavelmente tornará praticamente impossível que novas terras sejam identificadas e demarcadas para as comunidades indígenas', pedindo que Pompeo se posicione 'com o povo do Brasil e das Américas e se mantenha fiel ao seu compromisso declarado em relação aos direitos humanos no Brasil, opondo-se às recentes ações do Presidente Bolsonaro'.

"Apreciamos a importância de trabalhar com parceiros nas Américas, como o Brasil, para promover os direitos humanos e a democracia na Nicarágua, Venezuela e Cuba. Ao mesmo tempo, é essencial que os Estados Unidos continuem a defender a natureza universal dos direitos humanos falando quando os direitos de qualquer grupo marginalizado estão comprometidos", completou o documento.

O alinhamento com o governo Trump vem sendo uma das prioridades da política externa do governo Bolsonaro. Uma medida de aproximação foi deixar o pacto migratório da ONU nesta semana, por entender que o acordo viola um princípio de soberania nacional.

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