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Vem, Brasil: chineses estão ultrapassando todos os investidores na América Latina

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Gigantes chinesas da Internet estão investindo ativamente no mercado eletrônico latino-americano, estimulando, assim, desenvolvimento de empresas de Internet regionais. Especialistas ressaltam que, desta forma, China está passando a dominar mercados antes dominados pelos EUA.

Enquanto o presidente dos EUA, Donald Trump, empenha forças para construção de um muro na fronteira com o México e para acabar com o governo bolivariano de Nicolás Maduro, a China está fortalecendo laços político-econômicos na região com investimentos significantes.

Segundo a Comissão Econômica da ONU para a América Latina e o Caribe, de 2005 a 2016, a China investiu cerca de US$ 90 bilhões na América Latina. Ao mesmo tempo, em 2015, as autoridades chinesas anunciaram planos de dobrar as relações comerciais com a América Latina, de 250 a 500 bilhões de dólares até 2025.

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As estimativas da comissão demonstram que o capital chinês está focado no setor tecnológico da Internet da América Latina. Em 2017, empresas chinesas investiram US$ 18 bilhões, fazendo com que o gigante asiático se tornasse o maior investidor estrangeiro no setor tecnológico, correspondendo a 18% de todo o investimento estrangeiro.

Quase todas gigantes chinesas de tecnologia estão de olho no mercado latino-americano. Por exemplo, Didi Chuxing comprou a empresa brasileira de táxis 99. A TCL estabeleceu uma empresa comum com a Rádio Victoria, maior fabricante local de eletrônicos. Até mesmo a Huiyin Blockchain Venture investiu no serviço argentino de pagamentos Ripio Bitcoin, e a empresa de motocicletas Mobike lançou seus serviços na Cidade do México e em Santiago.

À primeira vista, pode parecer fácil aplicar experiência chinesa na América Latina, visto que países latino-americanos enfrentam problemas antes enfrentados pela China: a falta de histórico de crédito da maioria da população, o subdesenvolvimento de serviços financeiros e logísticos etc. No entanto, a região é muito diferente em desenvolvimento econômico.

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Por isso, o interesse dos investidores chineses é motivado mais por considerações políticas do que por rentabilidade, disse à Sputnik China Zhou Rong, especialista do Instituto Chongyang de Estudos Financeiros.

"No que diz respeito ao que é mais significativo — sentido econômico ou político — no investimento chinês em países da América Latina, posso dizer que, com certeza, investir em países desenvolvidos é mais rentável economicamente e, em cooperação com países menos desenvolvidos, o senso político é mais óbvio", afirmou.

O especialista observou que o desenvolvimento econômico da América Latina é extremamente desigual. Por isso investimentos no México, Argentina e Brasil podem estimular o desenvolvimento tecnológico da região. Mas, quanto a "países mais atrasados da América do Sul, da América Central e do Caribe, receio que estejamos, na maioria das vezes, apenas ajudando-os a criar uma infraestrutura básica, sendo desnecessário falar sobre cooperação tecnológica profunda".

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Apesar disso, também existem benefícios econômicos. Em primeiro lugar, os países da América Latina englobam um grande mercado consumidor, embora ainda não seja desenvolvido. A empresa de produtos eletrônicos Xiaomi vende com sucesso na Colômbia, no México, no Brasil e no Chile.

Vale destacar o investimento de US$ 180 milhões da Tencent — maior e mais utilizado portal de serviços de Internet da China — na empresa startup brasileira Nubank, que já conta com cinco milhões de novos clientes. Finalmente, alguns países latino-americanos que não podem oferecer um grande mercado interno são ricos em matérias-primas, e por isso a China está interessada em ajudá-los.

As autoridades venezuelanas, por exemplo, destinaram US$ 70 milhões para o desenvolvimento de tecnologias nacionais de segurança. Anteriormente, Reuters escreveu que a gigante chinesa ZTE se tornou a contratante principal para a criação neste país de um sistema nacional de identificação eletrônica para os cidadãos.

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