Brexit pode afetar economia brasileira, diz especialista

© Sputnik / Alexey Vitvitsky / Abrir o banco de imagensA primeira-ministra britânica Theresa May deixa conferência de imprensa após uma extraordinária cúpula do Brexit realizada pela União Europeia.
A primeira-ministra britânica Theresa May deixa conferência de imprensa após uma extraordinária cúpula do Brexit realizada pela União Europeia. - Sputnik Brasil
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A disputa está do outro lado do Oceano Atlântico, mas a saída do Reino Unido da União Europeia pode afetar o Brasil. A avaliação é da professora de economia do Insper Juliana Inhasz.

"O Brasil tem na União Europeia e no Reino Unido importantes parceiros comerciais. Essas parcerias deverão ser abaladas porque muito provavelmente cotas seriam impostas e acordos repensados", diz inhasz à Sputnik Brasil.

Hoje, o Brasil tem cotas para exportação de produtos para a União Europeia. As cifras e quantidades são definidas de acordo com o tamanho da população e do mercado do bloco europeu.

Com o "divórcio" entre Bruxelas e Londres, contudo, novas cotas provavelmente serão discutidas. 

A professora do Insper acredita que o episódio pode afetar de maneira negativa a balança comercial brasileira. Para contornar a situação, ela diz que o Brasil pode buscar expandir seus parceiros comerciais ou encontrar novos mercados.

"Seria ideal se a discussão em torno disso [comércio] ficasse no âmbito da Organização Mundial do Comércio (OMC). Esse órgão tem todo o aparato para que a questão se esgote dentro dessa esfera, mas nada impede que tenhamos acordos mais políticos e discussões mais acirradas", afirma Inhasz.

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Em 2018, o Brasil exportou US$ 2,98 bilhões para o Reino Unido (17° país no ranking de destino de exportações) e importou US$ 2,27 bilhões (20° país no ranking de exportações). Os produtos mais exportados foram: ouro (26%), silício (5,5%) e soja (5,2%).

De acordo com o Estadão, o Itamaraty busca negociar novas cotas com o Reino Unido e a União Europeia e deve obter uma resposta dos europeus até 17 de janeiro.

A primeira-ministra britânica, Theresa May, enfrenta dificuldades para aprovar no Parlamento os termos do Brexit. A votação irá ocorrer no dia 15 de janeiro, mas tanto o próprio partido da premiê quanto a oposição fazem críticas ao acordo. 

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