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Bolsonaro defende saída de pacto migratório: 'Não é qualquer um que entra em nossa casa'

© ReproduçãoO presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) posa ao lado de seu futuro ministro das Relações Exteriores, o embaixador Ernesto Araújo.
O presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) posa ao lado de seu futuro ministro das Relações Exteriores, o embaixador Ernesto Araújo. - Sputnik Brasil
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O presidente Jair Bolsonaro (PSL) reagiu às críticas que o seu governo vem recebendo nas últimas horas, desde que foi anunciada a saída do Brasil do pacto migratório da ONU, na última terça-feira.

Em uma série de tweets divulgada nesta quarta-feira, o presidente destacou a soberania brasileira que pode, por si só, definir quem pode entrar ou não no país. Bolsonaro indicou que estaria existindo uma “imigração indiscriminada”.

O ex-capitão do Exército Brasileiro destacou ainda que o país quer definir por conta própria as suas regras migratórias, “sem pressão do exterior”.

A decisão do governo Bolsonaro já havia sido adiantada no mês passado pelo ministro de Relações Exteriores, Ernesto Araújo. Um dia após o Brasil assinar o acordo para lidar com o aumento da migração no mundo, na gestão de Michel Temer, o então futuro chanceler indicou que a sua ideia era tirar o país do compromisso.

Araújo destacou que o acordo internacional era "um instrumento inadequado" para abordar a questão e que os países deveriam estabelecer suas próprias políticas – um discurso agora reforçado por Bolsonaro.

A posição brasileira, porém, não deve afetar os refugiados venezuelanos por enquanto. Tanto Araújo quanto Bolsonaro declararam que o Brasil seguirá recebendo aqueles que fogem do país caribenho, porém o chanceler reafirmou que o foco é "restabelecer a democracia" em Caracas.

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Governo Bolsonaro confirma saída de pacto de migração da ONU

Segundo especialistas, há um temor de que a saída do Brasil do pacto de migração seja apenas a primeira de muitas medidas do governo Bolsonaro que poderão rever a posição brasileira junto à ONU em temas como cooperação internacional e direitos humanos.

Com um recorde de 21,3 milhões de refugiados em todo o mundo, a ONU começou a trabalhar no acordo não vinculativo depois que mais de 1 milhão de pessoas chegaram à Europa em 2015, muitas delas fugindo da guerra civil em Síria e pobreza na África.

O acordo, que trata de questões como proteger os migrantes, integrá-los ou enviá-los de volta ao seu país, tem sido criticado principalmente pelos EUA e por políticos europeus de direita – elogiados por Bolsonaro, líderes da Hungria e Polônia integram a lista –, que dizem que a imigração pode aumentar.

Os membros da ONU - exceto os Estados Unidos - aceitaram a redação em julho, mas apenas 164 de 193, incluindo o Brasil, formalmente a ratificaram no Marrocos.

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