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Guerra dos EUA no Afeganistão está perdida, conclui National Interest

© flickr.com / DVIDSHUBTropas dos EUA e do Afeganistão na cidade de Yawez (imagem referencial)
Tropas dos EUA e do Afeganistão na cidade de Yawez (imagem referencial) - Sputnik Brasil
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A retirada das tropas dos EUA do Afeganistão, anunciada pelo presidente dos EUA, Donald Trump, é a decisão certa uma vez que a guerra neste país "está perdida" e a política de Washington chegou a um beco sem saída, escreve a revista The National Interest.

Trump pretende retirar as tropas do Afeganistão, em um esforço para pôr fim a esta "guerra perdida", mas os EUA não devem ter ilusões sobre os possíveis resultados da retirada de suas tropas do país, disse a publicação.

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Conforme observa o autor do artigo, a política de Washington não progrediu na "pacificação" do Afeganistão: o movimento Talibã controla mais território do que nunca desde 2002 — quase 60% —, enquanto o nível de segurança pode ser avaliado por um incidente recente, quando, em resultado de um ataque, o comandante das forças dos EUA no Afeganistão, general Austin Scott Miller, quase morreu.

A "apregoada" nova estratégia do governo Trump só fez aumentar um indicador: o número de bombas lançadas no Afeganistão, observa o jornal. Mesmo os defensores dessa guerra admitem que os Estados Unidos estão, na melhor das hipóteses, "em um beco sem saída". O general americano Joe Dunford, presidente do Joint Chiefs of Staff, disse que "não há qualquer solução militar" no Afeganistão, continua a publicação.

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Cem mil soldados americanos só foram capazes de "pacificar" temporariamente as áreas mais perigosas do Afeganistão, mas depois da partida da maioria deles, o Talibã começou a recuperar o território novamente, lembra o autor.

No caso da retirada completa das forças dos EUA, os aliados de Washington na OTAN farão o mesmo. A maioria destes países não ficou particularmente entusiasmada em participar de operações no Afeganistão, escreve o jornal The National Interest. Neste caso, o governo afegão será forçado a lutar sozinho, o que, de acordo com a publicação, "não vai acabar bem", já que as autoridades do país não sobreviverão sem os "generosos auxílio e aconselhamento ocidentais".

Os Estados Unidos estão gastando enormes quantias de dinheiro no Afeganistão, e ainda assim Washington está perdendo a guerra que vem sendo travada há 17 anos, afirma o autor.

Em sua opinião, existem outras maneiras de evitar que o Afeganistão se torne um refúgio potencial para os terroristas. Assim, se pode conseguir o apoio dos países vizinhos, mas isso exigirá compromissos com a Rússia e a China, acredita a revista.

Oficiais das Forças Armadas Britânicas Treinando missões Operacionais (OMLT em inglês) juntamente das Forças Armadas Afegãs ou ANA, soldados com armas de fogo, próximo ao compo Bastion, ao sul do Afeganistão, terça-feira, 16 de janeiro de 2007 - Sputnik Brasil
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Se o enviado especial dos EUA para o Afeganistão puder concluir um acordo com o Talibã para salvar o prestígio de Washington, então as autoridades dos EUA precisam "aceitá-lo e sair", acredita The National Interest.

No entanto, os Estados Unidos não devem ter nenhuma ilusão sobre o que vai acontecer após a retirada do exército americano do Afeganistão, argumenta o autor. Assim, o regime do líder pró-soviético do país, Mohammed Najibullah, que "ainda é carinhosamente lembrado por alguns afegãos", caiu menos de três anos após a retirada da URSS, lembra ele.

"Teremos sorte se nossos clientes afegãos conseguirem sobreviver por mais tempo", conclui The National Interest.

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