Sanções dos EUA afetam Irã e ministro da Saúde renuncia por cortes no orçamento

© AP Photo / Carlos BarriaUm homem remove a bandeira iraniana do palco depois de uma foto de grupo com ministros das Relações Exteriores e representantes dos Estados Unidos, Irã, China, Rússia, Grã-Bretanha, Alemanha, França e União Europeia durante as conversações nucleares do Irã no Centro Internacional de Viena em Viena , Áustria (arquivo)
Um homem remove a bandeira iraniana do palco depois de uma foto de grupo com ministros das Relações Exteriores e representantes dos Estados Unidos, Irã, China, Rússia, Grã-Bretanha, Alemanha, França e União Europeia durante as conversações nucleares do Irã no Centro Internacional de Viena em Viena , Áustria (arquivo) - Sputnik Brasil
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O ministro da Saúde do Irã renunciou devido a cortes orçamentários em meio a uma crise econômica provocada pela reimposição de sanções norte-americanas a Teerã.

A agência de notícias Irna disse nesta quinta-feira (3) que o presidente Hassan Rouhani aceitou a renúncia de Hassan Ghazizadeh Hashemi, amplamente visto como a principal autoridade por trás do lançamento em 2014 de um ambicioso plano de seguro médico universal.

Hashemi repetidamente reclamou de atrasos orçamentários e de cortes em repasses criados pelo novos planos de gastos do Estado. 

O presidente dos EUA, Donald Trump, reintroduziu as sanções contra o Irã no ano passado, visando particularmente o setor de petróleo — vital para a economia do país. Trump também tirou Washington do acordo nuclear com o Irã. 

A medida derrubou o valor da moeda corrente do Irã e quadruplicou a inflação anual para quase 40% em novembro.

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No mês passado, Rouhani apresentou um orçamento de US$ 47 bilhões com gastos específicos em grupos de baixa renda, dizendo que as sanções dos EUA afetariam a vida das pessoas e o crescimento econômico, mas não deixariam o governo de joelhos.

Apesar do aumento orçamentário em valores brutos, ele vale efetivamente metade do orçamento do ano anterior por conta da desvalorização da moeda local e da inflação. 

Nos últimos meses, várias cidades iranianas foram abaladas por manifestações de trabalhadores de fábricas, professores, caminhoneiros e fazendeiros.

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